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Crítica de álbum – Ghost Stories (Coldplay, 2014)

by on junho 17, 2014
 

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Desilusão amorosa, uma das emoções mais difíceis para o ser humano se recuperar.  É também estranhamente responsável pelos mais cativantes álbuns de todos os tempos. De Frank Sinatra a Adele, e clássicos como Fleetwood Mac, Blur, Beck e outros, os sentimentos que vem com o fim do amor ajudam a criar as melhores gravações. “Ghost Stories” não é exceção. E o que é essa obra? “Ghost Stories” é simplesmente o novo projeto da banda britânica de rock alternativo Coldplay.

Chris Martin e Gwyneth Paltrow terminaram, oficialmente, o seu casamento de 11 anos em março. O impacto dessa separação reverbera por todo o último álbum de Coldplay, especialmente nas letras, cheia de anseios de que as coisas possam voltar a funcionar. No entanto, a maior transformação está na música. Realizando um álbum em sua maior parte sútil, com músicas belas que combinam o minimalismo de “Parachutes” e os truques eletrônicos que eles aprenderam nos últimos álbuns. Nesse sexto álbum de estúdio, a banda queria voltar ao “despojado acústico” que haviam declarado em seu quinto álbum, voltando à ideia original de um álbum com acústico-orientado, com menos da produção e do som que fez no anterior, o “Mylo Xyloto”.

Enquanto as letras são afiadas, o destaque real vai para a percepção da banda para melodia, que continua fenomenal. A mudança de tom da banda é aparente desde os primeiros segundos, “Always In My Head”, que começa distante, fantasmagórica, com vocais descendo do céu. Como se a banda e a audiência estivessem separados por mundos diferentes. “Magic” tem basicamente dois acordes (além de dois acordes de transição), contudo soa bastante acolhedora. “Midnight” é uma bela peça de soft electronica, enquanto “Oceans” se encaixaria muito bem como a segunda parte da música “We Never Change” do primeiro álbum do grupo, “Parachutes”. “O” soa como uma versão estendida da linda introdução de piano de “Atlas” enquanto “Ink” tem uma simples fase de guitarra similar a “Strawberry Swing”.

Por outro lado, “A Sky Full Of Stars” parece mais uma música da banda Avicii do que de Coldplay e “True Love” é bem fácil de ser esquecida. O minuto extra de música ambiente barulhenta em “Oceans” e em “O” também é completamente desnecessário.

Enfim, é um disco prazeroso e lento, uma generosa lembrança da intimidade que Coldplay é capaz de passar sem esforço. Seria interessante ver como ficariam em um show ao vivo, principalmente em um estádio. Recomendo dar algumas chances a este álbum, é definitivamente algo uma obra que cresce com o passar do tempo. No final das contas, “Ghost Stories” nos transporta de volta às raízes do Coldplay. O álbum traz um quê de cada um dos outros lançamentos da banda. É um trabalho coeso e bem superior ao anterior “Mylo Xyloto”. Vai agradar bastante quem já é fã da banda e fazer quem não é ganhar um pouco de respeito pelo trabalho dos músicos que já possuem uma longa estrada de sucessos.

Nota: 4 Stars (4 / 5)

Fique com uma palhinha do novo álbum e escute a bela e singela “Magic”. 

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