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Crítica – Kick Ass 2: O nome no título é dele, mas o filme é da Hit Girl

by on outubro 7, 2013
 

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Kick  Ass 2 estreia no Brasil 18 de outubro de 2013.

Kick Ass (2010, de Matthew Vaughn) foi definido pela pergunta: “O que aconteceria se alguém tentasse ser um super herói no mundo real?”. Kick Ass 2 (2013, de Jeff Wadlow) pode ser definido por outra pergunta similar: “O que aconteceria se alguém tentasse ser um super vilão no mundo real?”. Ah, é bom deixar claro que apesar de ter sido usado “mundo real” nas perguntas anteriores, o filme nem de longe se arrisca manter alguma relação com a realidade como seu predecessor. Fica o aviso que esse é um filme com muita violência e palavrões, melhor deixar isso bem claro para ninguém sensível demais entrar nos cinemas e sair ofendido. Kick Ass 2 é algo bem mais descompromissado e absurdo que o primeiro. Isso é bom ou ruim? Vamos com calma antes de chegar a alguma conclusão.

A continuação mostra que Dave Lizewski (Aaron Taylor-Johnson), o Kick Ass, começou uma tendência, a de pessoas serem heróis, ou pelo menos tentarem. Bem, Chris D’Amico (Christopher Mintz-Plasse), Red Mist no filme anterior, não esta nada feliz com isso, já que seu pai, o ex-chefe da máfia de Nova York, foi morto por Kick Ass, (em legitima defesa claro, ele é um herói oras). O filho de bandido só tem em mente acabar com o protagonista. Depois que a mãe de Cris sofre um acidente fatal e hilário, puro humor negro, o jovem, agora, sem travas, acha seu objetivo na Terra, ser o primeiro super vilão do mundo e acabar com Kick Ass. E ele adota um nome sútil para tal empreitada, “O Filho da Puta”, pois é, o filme não pega leve mesmo. Para completar a narrativa temos Mindy Macready (a fantástica Chloë Grace Moretz), que é o nome “civil” de Hit Girl, a revelação do filme anterior e a única pessoa do lado do “bem” realmente fora dos padrões. Hit Girl chega ao nível de estripulias dos heróis de quadrinhos tradicionais. Mindy começa a história treinando Kick Ass, o Robin dela segundo a própria, mas tem que parar depois que seu guardião (o pai dela morreu no último filme) descobre suas presepadas mascarada e a obriga a prometer que vai tentar ter uma vida normal e ir ao colégio de verdade.

O filme explora a jornada desses três personagens, Dave e Cris têm suas tramas bem desenvolvidas, mas Hit Girl, tirando as sequências de ação, poderia ter tido uma abordagem melhor em sua tentativa de se enturmar com as garotas ditas normais. No fim das contas à resolução desse problema é totalmente surreal, seria bom ver Mindy resolvendo a situação usando sua cabeça, acidez e ironia.

Jim Carrey aparece como uma boa surpresa no filme, seu personagem Colonel Stars and Stripes, um ex-mafioso, cristão renascido e agora líder de um grupo de pretendentes a heróis, rouba a cena toda vez que aparece. É o ator de um jeito que você nunca viu, intimidador, sem nenhuma careta mas mesmo assim com uma pequena dose de humor.  A russa “Mãe Rússia” (a fisiculturista Olga Kurkulina), do bando de vilões com nomes racistas, um mais sem noção que o outro, é outra que chama atenção. Ela é a versão feminina e com esteroides de Drago de Rocky IV (alguém lembra?), sendo um personagem que impõe respeito e gera momentos épicos e totalmente descabidos de bom senso.

Kick Ass 2 é um filme que não se leva a sério, com uma heroína cativante (é impossível não se empolgar com a Hit Girl), boas tiradas, muita falta de noção, principalmente por parte de “O Filho da Puta”, que gera momentos constrangedores e engraçados, e alguns coadjuvantes interessantes. Todavia a obra tem um ritmo acelerado demais depois da metade, possui alguns personagens dispensáveis, efeitos especiais fracos, tem uma péssima edição (os cortes nas sequências de luta são nervosos, eles não deixam o plano terminar), e algumas resoluções que saem do nada (de onde Ass Kicker, sim é esse o nome do sujeito, tirou aquela arma no final do filme? Não era de outro personagem? Esse personagem por sinal é um babaca) ou não muito bem pensadas. Qual o balanço final? Bem, o filme diverte quem curte um filme com humor absurdo e um toque de politicamente incorreto. Certas cenas de ação se salvam, apesar de que nenhuma se compara com a famosa sequência do corredor com a Hit Girl no primeiro filme. As cenas emocionais não tem muita profundidade, não por culpa dos atores, todos os principais são ótimos em suas performances, entretanto o diretor Jeff Wadlow parece não querer perder muito tempo com cenas emotivas.  Se não for muito fresco vá se divertir com Kick Ass 2, sim ele é bom apesar dos pesares. Entretanto fica um alerta para os nerds fanáticos demais por Mark Millar. O filme é bem diferente de sua versão quadrinística, entretanto se você prefere algo mais “hardcore” fique com a versão dos gibis, mesmo ela não sendo lá essas coisas.

O trailer dessa obra sem noção

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