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Crítica – Lazaretto (Segundo álbum solo de Jack White, 2014)

by on junho 13, 2014
 

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Finalmente foi concebido o décimo segundo álbum de Jack White, habemus “Lazaretto”! Em quinze anos Jack White lançou doze álbuns (isso contando suas produções em The White Stripes, The Raconteurs e The Dead Weather, claro), é mole ou quer mais? É raro um artista que lance tanto material de qualidade nos dias de hoje. Isso é coisa de gente do nível de Bob Dylan, Johnny Cash e Paul McCartney, o cara tá bem acompanhado.

“Lazaretto” é um álbum com batidas de blues, pegadas country e que deixa espaço para a marca tradicional de Jack White, seu vocal que varia de uivos brincalhões para gritos de partir o coração. Sem contar a técnica de guitarra do cara, algo com uma identidade própria e que o mesmo vive experimentando novidades.  Saindo dois anos após de sua estreia solo em “Blunderbuss”, esse feito logo após o divórcio de White, “Lazaretto”, o segundo álbum solo do cantor, soa como um processo de transição. É uma busca, nada fácil, pela felicidade.

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Essa produção foi lançada pela própria gravadora de White, a Third Man Records

“Three Woman” abre o álbum com um baixo sensacional, uma letra bem sacada (“Red, blonde and brunette… They must be getting something cause they come and see me every night”), uma guitarra a lá Hendrix e uma bateria mais complexa do que a de Meg (The White Stripes), apesar de que lembra um pouco o jeitão dessa época. A música que dá nome ao álbum, “Lazaretto” (claro), é cheia de guitarras agudas e a letra fala de uma “prisão”, seja uma clínica ou si mesmo. “The Black Licorice Bat” é uma música brincalhona na melodia e na letra, com um  que de Led Zeppelin e da trilha de Django Livre. Já em “Temporary Ground” White ativa seu modo country romântico com direito a um piano sútil e um dueto maestral com Lillie Mae Rische. “Entitlement” abre as portas para agonia e uma letra honesta, sofrida e direta (“At a time when everybody feels entitled why can’t I feel entitled too?”). “Just One Drink” tem o espírito country misturado com Rolling Stones, e fala de um amor não correspondido.  “Would You Fight For My Love?” é dramática, o registro de um coração sendo despedaçado, entretanto no fim das contas é um tanto piegas. E “Alone In My Home” mostra que mesmo sendo um músico já com uma longa estrada, o cantor, produtor musical e multi-instrumentista ainda consegue colocar sua fragilidade em letras (“becoming a ghost so nobody can touch me”). A música com vários vocais “I Think I Found the Culprit” se torna fantasmagórica e parece uma composição da lendária banda Queen, o diferencial é a narrativa pelo ponto de vista de um pássaro. Uma das mais belas do álbum.  “Want and Able” termina tudo com um pedaço de solo suave e relativamente banal.

Esse é um disco que vai melhorando a cada nova sessão. Na primeira vez pode parecer meio dramático demais, mas há muito sarcasmo no meio das canções, deixando as letras ainda mais ricas. Músicas como “Three Woman” trazem o Jack White clássico, já outras como “Just One Drink” são suas costumeiras experimentações. É sempre bom escutar um músico que está numa eterna busca de se desafiar e renovar. Vale a compra.

Nota: 4 Stars (4 / 5)

Para saber sobre a edição especial do álbum, clique AQUI.

O  fodástico clipe da fodástica Lazaretto (Lazaretto é um hospital para pessoas com doenças infecciosas)

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