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Crítica literária: Juliette Society – O primeiro livro de Sasha Grey

by on outubro 31, 2013
 

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Marina Ann Hantzis acaba de lançar um romance com altas doses de sensualidade. Essa jovem de 25 anos já foi modelo, foi a protagonista do filme “The Girlfriend Experience” do cineasta Steven Soderbergh (Traffic e Onze Homens e um Segredo), participou da comédia de humor negro Smash Cut, dublou uma personagem no game Saints Row: The Third,  fez várias participações como ela mesma no seriado da HBO Entourage, participou de um clipe do rapper Eminem e já até foi membro de uma banda industrial, vai entender, aTelecine. Bem, o nome Marina não tem muito impacto, mas com certeza você a conhece ou já ouviu falar do nome artístico dela, Sasha Grey. Presente no topo de quase tudo quanto é lista pornô, a atriz participou de mais de 270 produções pornográficas. Sasha Grey foi uma atriz pornô diferente. Com um corpo mignon e uma bela bunda, ela se declara “existencialista”, assiste a filmes independentes e é fã do cineasta francês Jean-Luc Godard. Sem ter medo de seu passado, a bela Sasha Grey sempre surpreende se reinventando e agora presenteia o mundo com seu primeiro livro, Juliette Society, no Brasil lançado pela editora Leya Brasil. Ah, a leitura desse livro é recomendado para maiores de 18 anos. Tá avisado.

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No livro, acompanhamos a vida de Catherine, uma estudante de cinema, que anda insatisfeita com a vida e o namorado. Ela conhece Anna, uma jovem que exala sexo e a apresenta ao mundo secreto de clubes exclusivos, como o Fuck Factory e posteriormente ao Juliette Society, que dá nome a obra. Nele, apenas a nata da nata participa, de banqueiros até ao alto clero da Igreja Católica, e nesse clube eles encontram uma válvula de escape de seus atos sórdidos, e para relaxar é evidente que eles optam pelo bom e velho sexo.

Esse é um livro diferente de qualquer um que já li. É um olhar inteligente sobre o que é o ato sexual, tudo pela visão em primeira pessoa (POV) de Catherine, com o os desejos sexuais, apetites e taras de vários indivíduos sendo dissecados e analisados. É uma estreia impressionante no mundo literário, Sasha Grey escreve com facilidade e confiança uma história bem intrigante.

A parte chata são os cenários de fantasia que a protagonista sonha no decorrer do livro. Nesses momentos temos discursos que parecem uns sermões, tentando dar uma lição de moral na sociedade travada, mas acabam se estendendo demais e ficando tediosos. Uma característica legal do livro são as constantes citações a filmes ao longo da narrativa, ainda mais os de Stanley Kubrick,  para quem é cinéfilo é um tempero extra ao charme dessa obra.

As cenas de sexo não são nada de estourar a cabeça, só sadomasoquismo que pode assustar um ou outro.  Entretanto nada tema caro leitor, as cenas sexuais são bem eróticas e bem escritas, só não espere nada no nível de algumas produções que Sasha já participou.

O livro tem ótimos personagens coadjuvantes e explora o tema do sexo sob vários ângulos, tentando quebrar o tabu que o tema passa, vai entender, até hoje. Não pense que isso é uma tentativa de imitar o sucesso da péssima EL James (50 Tons de Cinza), como a imagem inicial da matéria sugere, esse livro é muito superior e Sasha Grey já mostrou que tem competência para muito mais. Sem contar que ela sempre manjou mais dos paranauê do que a escritora do livreco 50 Tons né?

Nota: 4/5

Quer saber mais da vida artística da Miss Grey pós porno? Clique aqui e veja a crítica e curiosidades de filme cult de sucesso da moça.

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Piada infame, old but gold :razz:

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