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Crítica literária – King of Thorns – O Segundo Livro da Trilogia dos Espinhos

by on junho 2, 2014
 

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Honorious  Jorg Ancrath, narrador da saga, prometeu ainda criança vingar-se daqueles envolvidos no assassinato de sua mãe e de seu jovem irmão, inclusive o omisso pai que não fez nada para impedir essa tragédia. E nada irá detê-lo nessa jornada em busca de vingança. Se você gostou de “Prince of Thorns”, o primeiro volume da Trilogia dos Espinhos, se prepare pois a qualidade sobe  muito nessa continuação, o segundo volume dessa saga de “dark fantasy”,“King of Thorns”.   Tudo esta contra o anti-herói Jorg e as apostas são altas. Após assassinar seu tio e garantir um pequeno reino nas montanhas, o jovem agora encara um adversário carismático e voraz, o Príncipe de Arrow, personagem que esta obstinado em unir o Império Destruído em um só. A história passa entre o passado e o presente e nos mostra como Jorg batalhou para juntar recursos para a inevitável, e aparentemente impossível, batalha a ser travada contra Arrow. Desta vez também vemos a narrativa pelos olhos de Katherine, mulher que o protagonista deseja mais do que tudo, mas está destinado a não consegui-la jamais.

Mesmo maquiavélico, sem restrições para matar ou destruir quem fique em seu caminho, passamos o compreender um pouco mais o jovem líder nesse livro. Essa é uma obra para quem gosta de personagens falhos, se você esta atrás de uma narrativa sobre o príncipe encantado ou o guerreiro perfeito, é melhor buscar outro livro para mergulhar de cabeça.

No primeiro livro o autor, Mark Lawrence, foi corajoso em mostrar o cruel e muito jovem Jorg logo de cara e só depois humanizar um pouco seu personagem. É dito que a primeira metade de “Prince of Thorns” fez muitos leitores desistirem devido à falta de valores morais do protagonista e seu bando de bandidos e estupradores. Contudo isso são águas passadas e se você passou pelo teste do primeiro livro tudo agora fica mais fácil de encarar e entramos de vez no psicológico de Jorg. Fica difícil não torcer pelo príncipe, mesmo ele sendo um personagem tão violento.

Como já dito, o livro se passa em dois períodos, o presente, com Jorg tendo 18 anos, e 4 anos antes, onde vemos os acontecimentos logo após o termino do primeiro livro. E entre esses pulos temporais temos partes do diário de sua tia Katherine. As primeiras 100 páginas da obra são um pouco dificultosas de se ler, pois a mudança de épocas é um pouco confusa no começo, contudo depois do estranhamento inicial esse é um recurso que dá um dos principais charmes do livro.  Outro destaque da obra é Katherine, o livro tinha uma falta de personagens femininos fortes, contudo o desenvolvimento extremo dessa figura cobre de vez essa lacuna com muita eficiência.

Devido à história ter uma mitologia pós-apocalíptica rica com fantasmas, máquinas de outrora e até vislumbre de outro mundo, a narrativa não é nem um pouco previsível. Resumindo, “King of Thorns” supera seu antecessor. Certamente vale a pena adquirir uma cópia, suas 528 páginas vão passar voando. É uma obra “dark”, mas amável.

Nota:  4 Stars (4 / 5)

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