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Crítica – One Piece: Romance Dawn (3DS)

by on janeiro 22, 2014
 

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Deve ser tranqueira fazer jogo que faça jus a fama do anime arrasa quarteirões One Piece. Com 15 anos de existência e cada dia com mais e mais fãs, era de se esperar que a série tivesse vários jogos muito bons, não é mesmo? Rapaz, longe disso. O melhorzim é o One Piece: Pirate Warriors 2 para o Playstation 3, e o resto vai de mal a pior. E essa incursão dos piratas que saíram da mente de Eiichiro Oda no Nintendo 3DS? Romance Dawn, um jogo de rpg que é um port de um game do PSP, quebra a maldição de One Piece e é bom jogo? Errr, vamos conferir. 

O game segue a primeira parte da aventura de Monkey D. Luffy, ou seja, antes do pulo de dois anos. O jogo aborda desde o duelo com a pirata Alvida até o combate em Marineford contra boa parte da Marinha. E sim, é possível recrutar toda a tripulação, desde o espadachim Zoro até o músico esqueleto Brook. O visual do jogo é descuidado, o gráfico dá pro gasto, podia ser melhor, todavia dá para encarar. O pior mesmo é como eles optaram de mostrar a história. Ela é contada na maior parte por imagens estáticas, que tiram qualquer drama, humor ou suspense dos momentos que são representados na telinha.  Pelo menos não temos a péssima dublagem em inglês aqui, as vozes são todas do original em japônes, o que melhora um pouco a situação.

O jogo é péssimo em expor qualquer coisa sobre esse mundo, quem não conhece a saga dos mangás ou anime previamente ficará perdido, pois detalhes importantes do enredo são exibidos em apenas uma ou duas linhas e não possuem nenhum aprofundamento. As imagens retiradas do anime para mostrar alguma cena de ação são mal comprimidas e de baixa resolução, ou seja, o jogo foi feito sem nenhum esmero, é só a Namco Bandai tentando garantir mais algum dinheiro do bolso dos fãs.

A jogabilidade não é das piores, pelo menos inicialmente. Os modelos dos personagens são minimamente detalhados e bem animados, e os ambientes são bem coloridos. Entretanto a empolgação evapora assim que você percebe que as áreas exploradas no jogo são poucas e elas são vazias. É uma sequência constante de corredores praticamente sem nada, tendo um outro item, normalmente barris preenchendo o espaço. Triste.

Algumas texturas possuem uma resolução extremamente baixa, o destaque para essa categoria vai para o protagonista Luffy, que fica com o rosto praticamente deformado quando rola close-ups. Não há efeitos 3D no jogo, algo que parece se tornar cada vez mais comuns nos novos jogos do 3DS.  É bom deixar claro que as únicas adições feitas nesse game em relação a versão do Playstation Portable foram a inclusão de um mapa na tela baixo, uma dificuldade mais fácil e um recurso de dash foi colocado para deixar as viagens mais rápidas.

O combate no jogo é no bom e velho esquema de turnos, como os tradicionais j-rpgs.  Os personagens podem se mover livremente em um pequeno espaço, mas são penalizados se ficarem muito longe de seu ponto de origem. Luffy e sua trupe com o tempo possuem várias opções de ataque e combos, cada um gastando certa quantidade de TP e causando efeitos diferentes. No papel isso é bem tático e dinâmico, mas no fim das contas o jogo se resume em apertar o A para usar direto o combo básico e usar um golpe especial assim que tiver juntado a quantidade de TP suficiente. Não é preciso estratégia, pois os inimigos não oferecem desafio algum, sempre usando a mesma tática e a maioria deles são fracos demais.

As missões opcionais se resumem em tediosas dungeons que são geradas randomicamente. Nelas você pode ir atrás de tesouros extras e subir de nível. Mas acredite, nem vale o esforço. Uma parte legal do game é a criação de itens, que infelizmente fica em segundo plano porque não há desafios nessa aventura que mereçam um investimento extra.

Mesmo para os fãs hardcore das aventuras do Chapéu de Palha fica difícil recomendar essa parada. O game desrespeita o jogador tendo pouco conteúdo e variedade. O combate apesar de interessante no começo depois fica repetitivo. Falta desafio nessa jornada, o jogo pula momentos importantes da aventura de Luffy e os chefes são tediosos. Você acha que uma franquia de sucesso receberia mais atenção da poderosa Namco Bandai, mas não, eles acham que só tacar um nome de sucesso no jogo já garante a venda do mesmo. Não deixem eles estarem certos, não comprem essa porcaria. Shanks, o ruivo, não daria seu chapéu de palha para esse game e nem Franky gritaria “SUPER!” para essa praga.

Nota: 1/5

Trailer dessa desgraça

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