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Crítica – Professor Layton and the Azran Legacy (3DS/2DS) ou “Isso me lembra de um puzzle…”

by on fevereiro 24, 2014
 

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Esse é o sexto game da franquia de puzzles que começou em 2007 no Japão e em 2008 para o resto do mundo. Cada game foi desenvolvido com primor pela Level-5, trazendo sempre uma história cativante, personagens carismáticos e quebra cabeças instigantes. Para quem curte rachar a cuca, não há nada melhor do que Layton num portátil. Fica o aviso, se você não gosta de puzzles nem pegue esse jogo, esse é um game de raciocínio e com foco na história, pense bem se essa é a sua praia antes de arriscar. Onde estávamos? Lembrei. Juntando os puzzles dos cinco primeiros games, chegamos em quase 800 quebra cabeças únicos. Será que a Level-5 ainda tem cachola para desenvolver desafios novos e diversificados para os jogadores?

Qual a história? Você realmente se importa? Tipo ela é até boa, mas só depois de muito, muito desenvolvimento. Ok, então lá vai. Bem, o Azran Legacy, uma relíquia de uma antiga civilização, agora esta nas mãos de uma misteriosa organização chamada Targent, que deseja utilizar o poder de Azran em beneficio próprio. Para complicar, Jean Descole, um rival da Targent também quer para si o Azran Legacy e, com isso, está montado um cenário para o conflito de quem fica com o Azran Legacy. E onde entra Layton? Layton, Luke e Emmy estão embarcando na aeronave Bostonius. Eles estão indo visitar o Professor Sycamore, um arqueologista de renome que achou uma jovem congelada chamada Aurora. Depois de resolver o puzzle, como era de se esperar nessa série, que liberta a jovem de sua prisão gelada, ela é capturada pela tal organização Targent. Layton e cia recuperam a garota e ficam sabendo que para despertar o Azran Legacy é preciso achar os 5 ovos Azran espalhados ao redor do mundo. A partir daí Layton e cia começam sua jornada através do mundo em busca dos artefatos, para assim impedir as ambições malignas de seus adversários.

Ah, esse jogo ocorre cronologicamente um ano após dos eventos de “Professor Layton and the Miracle Mask”, fechando assim a trilogia “prequel” (em português algo como prequela/prelúdio) que começou com “Professor Layton and the Last Specter”. Ou seja, é o fim da saga que conta o que o Layton fazia da vida antes do primeiro game lançado no saudoso Nintendo DS.

Dessa vez são mais de 500 puzzles novos, sem contar os que virão por StreetPass. Muitos deles lembram quebra cabeças antigos, como o desafio do fósforo ou achar o “elemento” certo com pistas vagas. Entretanto, “Professor Layton and the Azran Legacy” consegue se sobressair de seus games irmãos por sua história não linear. É a primeira vez numa aventura do professor que você pode zanzar praticamente por onde quiser no mundo sem uma ordem certa.

Pode se acostumar que as pessoas no mundo de Layton não dão respostas diretas. Quer que alguém te responda algo, descreva um sujeito ou dê bom dia? Responda um puzzle e aí sim vocês podem conversar. Por quê? Porque é assim a lógica no mundo de Layton. Lá quem veio primeiro não foi o ovo ou a galinha, e sim o puzzle, seja lá o que isso signifique. Claro que isso é só uma desculpa para você ter mil atividades e desafios nesse game, não é preciso completar todos, mas saiba que o desafio de encarar cada um deles é bem recompensador.  O jogo em sua maior parte é como os Layton antigos: ande pelo mapa, clique em objetos e pessoas para descobrir pistas, achar um puzzle, resolva o puzzle, etc. Lembrando que é o grande diferencial é que você não tem que seguir sequência A, B e C, você pode abordar os cenários praticamente na ordem que quiser o que deixa tudo muito mais interessante. É claro que no final das contas é preciso completar todos os sub plots, mas poder sair de uma situação que naquele momento você não acha a solução e ir por um caminho totalmente diferente, com vários outros puzzles, é bom para o ritmo do jogo nunca diminuir. E bom para você não ter uma dor de cabeça daquelas e não jogar seu 3DS longe devido à frustação de estar travado. Não que isso já tenha acontecido comigo. Eu acho.

O gráfico é muito bonito, ainda mais com o 3D que só reforça a beleza da arte e faz com que os cenários ganhem mais destaque. A trilha também é a acompanhante perfeita para os quebra cabeças, delicadas, nada invasivas e perfeitas para acalmar. É um game feito com dedicação e carinho, você vê que a Level-5 realmente se preocupa com os personagens. Apesar de que ainda teremos aqui no ocidente o lançamento de “Professor Layton vs. Phoenix Wright: Ace Attorney”, esse é o último game de franquia Layton que terá o professor Hershel Layton como protagonista, se não contarmos o crossover. Se esse é o adeus para o professor de cartola, pode saber que uma bela despedida que você não deve deixar de conferir.  Épico, desafiante e emocionante, o que mais se pode querer? E lembre-se “A true gentleman leaves no puzzle unsolved!”. Adquira sua cópia e boa diversão.

Nota: 5/5

Trailer dessa bela aventura

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