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Crítica: Sem Crise – Gabriel, O Pensador

by on novembro 11, 2013
 

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“Sem Crise” (2012) é um álbum que deveria vir com um aviso: por favor, não fuja ao fim das quatro primeiras músicas. Especialmente a segunda “Foi não Foi” com Carlinhos Brown, essa é braba.  A batida, o ritmo, os sintetizadores duvidosos podem fazer você acreditar que Gabriel o Pensador, quase 40 anos, esta passando por uma crise de identidade e falhando miseravelmente em tentar voltar aos tempos de seu primeiro álbum. Mas esse medo é infundado, o cabra não esta na estrada há 20 anos acumulando sucessos por acaso e o resto desse disco prova que Gabriel ainda tem muito caminho pela frente.

Depois de uma introdução que deixa a desejar, o disco traz um Pensador em forma. Continua fazendo bem o que sempre soube fazer: dar voz, em forma de rap, a um pensamento crítico que não vem da periferia, mas da Zona Sul carioca, mas sem ser bitolado e preso ao seu próprio umbigo. Em “Linhas Tortas” o sujeito nos lembra que rima como poucos, sem sacrificar o ritmo e sem abdicar da mensagem, que sempre partes dos melhores momentos de sua discografia. A música “Nunca Serão”, inspirada no filme Tropa de Elite, dá um belo recado de com o que realmente o brasileiro tem que se indignar. Em “Surfista Solitário” o artista mostra como se faz um hit de verão sem ter que apelar. E em “No Ritmo, No Tempo” o cara exibe seu talento, passeando facilmente entre versos e batidas. Neste “Sem Crise”, seu sétimo álbum (oitavo se consideramos seu disco infantil), Gabriel, o Pensador peca, contudo redime-se facilmente.

Nota: 4/5

Álbum “Sem Crise” completo para escutar. Deguste com moderação, cuidado com as primeiras faixas, e compre o álbum oficial se curtir.

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