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Crítica – Theatrhythm Final Fantasy: Curtain Call (3DS, 2DS, 2014)

by on setembro 12, 2014
 

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O Theatrhythm Final Fantasy original foi um rhythm game dedicado aos fãs da franquia Final Fantasy, mais especificamente aqueles que não se cansam das melodias desses games. Além dos FF fanáticos (FFF?), com certeza Theatrhythm agradaria qualquer amante de jogos musicais. Desde que a pessoa curta músicas épicas e com uma pegada mais para o clássico, claro. A sequência de um game deve sempre almejar a ter mais que seu antecessor, e é isso que Theatrhythm Final Fantasy: Curtain Call busca realizar. Será que Curtain Call poliu o gameplay suficientemente, adicionou músicas e modos novos que justifiquem sua existência?

Theatrhythm Final Fantasy não era um jogo ruim, é daqueles games que quanto mais você joga, mais vai gostando. O game tinha uma jogabilidade utilizando a tela de toque do 3DS, indo de deslizar a caneta a toques rápidos, tudo tentando seguir o ritmo da música. Um tributo à franquia Final Fantasy, com uma ótima apresentação, fazendo referências a todos os jogos da série. Mas por ser a primeira incursão da Square Enix nesse gênero (na verdade esse game portátil foi desenvolvido pela Indies Zero) havia um bocado de coisas para melhorar. O tutorial era meio chato, a seleção de músicas era um tanto anêmica (obrigando o jogador a gastar com DLC para melodias mais famosas, como a Those who fight further de Final Fantasy VII) e muitos personagens da franquia não estavam representados.

Curtain Call já acerta logo de cara. Depois poucas mensagens introdutórias, o game já libera quase toda a lista de música. O tutorial não é obrigatório e não é necessário jogar todas as músicas no Easy para habilitar outros níveis de dificuldades. E pra se sentir em casa. É lógico que há material para ser desbloqueado no game, incluindo músicas e personagens, mas o que vem logo de cara é bem mais honesto e variado do que Theatrhythm original. O melhor é que jogos que não são da série principal – Mystic Quest, Dissidia, Final Fantasy Tatics, Crystal Chronicles, Crisis Core e outros – tem suas músicas representadas nesse game musical. Curtain Call tem três vezes mais músicas que seu predecessor, só isso já é uma grande vantagem e praticamente garante a compra daqueles que gostaram do original.

Mas a mais em Curtain Call do que músicas. Há mais personagens para você criar sua equipe ideal, incluindo figuras de Crisis Core e Type-0, e eles estão bem mais fáceis de habilitar do que no primeiro game. Você irá adquirir shards jogando qualquer modo de Curtain Call, e ao invés da forma aleatória do primeiro game, pode-se escolher a cor de shard que se recebe como “pagamento”. Quando completar um cristal com os shards de certa cor, pronto, mais um personagem para você.

O conceito de equipe é o mesmo do anterior. Você escolhe quatro personagens e encara um novo desafio musical com essa trupe. Então formar um time com Tifa, Zidane, Rydia e Cecil é totalmente possível nesse crossover inusitado. Sim, é permitido ter seu time dos sonhos nesse Final Fantasy. Ah, seus personagens ganham experiência a cada música completada, com isso eles sobem de nível e ganham habilidades especiais. Vivi, por exemplo, assim como em Final Fantasy IX, terá habilidades mágicas, já Cloud será mais focado em dano. Apesar das inúmeras habilidades com nomes diferentes, os personagens acabam sendo bem parecidos, mudando apenas o visual de certas ações.

Sobre os modos de jogo, o game, possui três principais: Battle, Field e Event. Battle é o que te coloca contra algum inimigo famoso da série e cada personagem fica em uma linha, com diversos comandos de toque de tela indo em direção de sua equipe, cada hora em uma linha, e com velocidade maior dependendo do ritmo da música e da dificuldade. Derrotando o inimigo ganha-se itens ou uma Carta de Colecionador como prêmio. Field é uma sequência em que um personagem se aventura em um cenário reconhecível da franquia, nele você tem que fazer os comandos, principalmente o de deslizar com a caneta, corretamente para aumentar a velocidade do personagem. Se você errar, seu personagem cai e outro membro de sua equipe assumirá a caminhada. Quanto mais distante você for, ou seja, quanto mais acertar, melhor será o prêmio que receberá. Event são sequências sem personagens, onde momento famosos de Final Fantasy são representados, via FMV ou cenas do jogo, e você tem que apertar os botões e realizar os comandos corretos com a caneta do 3DS para vencer. As músicas do modo Event são as únicas que são necessárias habilitar no decorrer do jogo. No final das contas são todos mini-games de música apenas com formas diferentes de apresentação. É divertido, porém numa sessão de jogatina mais longa fica um pouco repetitivo.

A dificuldade do jogo é bem tranquila inicialmente, entretanto quando você se aventurar no modo Ultimate irá sofrer um bocado, a não ser que seja um viciado em jogos de ritmo. Vale citar que Curtain Call varia de dia a dia quais músicas recebem um bônus de XP, incentivando que você diversifique sua jogatina musical e jogue diariamente. Outra dica, jogar uma música de um game com o personagem correto do mesmo, irá te dar experiência extra. Ou seja, mesmo Squall sendo um mala, utiliza-lo em Blue Fields ou The Man with the Machine Gun é uma boa para upar e ganhar itens mais rápido.

Para dar mais longevidade ao game, há agora o Quest Medley, onde você irá encarar diversas músicas do modo Battle e Field. Cada quest tem um tamanho diferente, com caminhos distintos, que testam bem a habilidade do jogador, culminam em uma batalha contra um chefão e incentivam uma segunda ou terceira jogatina.

A adição mais bacana de Curtain Call é o Duel Mode. Esse modo é onde você ficará mais tempo quando tiver dominado todos os modos anteriores. Você irá jogar um música do modo Battle contra um oponente e tentará superar a performance do seu adversário. Pode-se jogar contra o computador, todavia a maior graça é encarar outro humano, seja no modo local ou online. Esse é um multiplayer viciante e que fará você voltar muitas vezes.

Essa uma sequência que supera o antecessor em todos os pontos, a Square Enix está de parabéns. Poderiam ter utilizado mais alguns elementos de RPG para ficar com mais cara de Final Fantasy, contudo isso é reclamar de barriga cheia. Com jogabilidade simples de pegar o jeito, mas difícil de dominar completamente, menu de fácil navegação, mais de 200 músicas no cartucho, um bocado de músicas via DLC (se é que precisa) e um modo online caprichado, Theatrhythm Final Fantasy: Curtain Call é obrigatório para quem curte Final Fantasy e os que apreciam jogo musicais. É uma carta de amor aos fãs. Se você pertence as duas categorias, sorte sua, esse game foi feito para você.

Nota: 4 Stars (4 / 5)

Confira nossa outras críticas de games para 3DS: Azure Striker Gunvolt, One Piece: Unlimited World Red, Tomodachi Life, Kirby: Triple Deluxe, Professor Layton vs Phoenix Wright: Ace Attorney e outros.

Trailer de Theatrhythm Final Fantasy: Curtain Call 

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