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Crítica – Velocia (Skank, 2014)

by on julho 16, 2014
 

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A melhor banda brasileira do melhor estado brasileiro, os mineiros do Skank, retornam com um novo lançamento. Os reis do pop nacional nos agraciam com “Velocia”, décimo terceiro álbum do grupo, que segue bem o padrão da banda, ou seja, não tem muitas novidades, mas o que temos aqui é material de qualidade. “Velocia”, primeiro de inéditas do Skank em seis anos, é o melhor CD do grupo em muito tempo. Com 11 faixas, o disco faz uma reflexão sobre a rapidez do mundo moderno, ao mesmo tempo em que passeia por sonoridades distintas, indo do reggae com metais até baladas românticas de violão e recursos eletrônicos.  Se você é um ouvinte novato no meio do Skank, pode se considerar agraciado, pois irá pegar a banda já numa fase experiente, com personalidade definida, um estilo próprio e o melhor, diferente do que tem no mercado nacional, quer dizer, tirando os últimos discos do próprio Skank.

Esse trabalho traz um pouco de todas as experimentações que o grupo fez nesses últimos 23 anos de carreira. O pop eletrizante do disco “Calango” pode ser ouvido na faixa “Ela Me Deixou”. “Alexia” é a música do disco que fala sobre de futebol, uma paixão e tradição nos álbuns do Skank. Samuel Rosa e o convidado Nando Reis prestam homenagem à jogadora do Barcelona, Alexia Putellas, em “Alexia” e termina com Nando dando uma palhinha no final. “Multidão”, em que Samuel divide os vocais com BNegão, é a filha mais nova e menos experiente de “In(dig)nação”, dos primórdios do Skank, com a atual falando das manifestações de rua de Junho do ano passado e a mais antiga do impeachment de Fernando Collor. “Do Mesmo Jeito” é uma música para puxar o público inteiro e não deixar ninguém parado. Também há referências a fase mais progressiva do grupo, elemento mais forte no álbum   “Carrossel”, algo que pode ser visto nesse novo lançamento nas sutis faixas “Galápagos” e “Esquecimento”. A mais arriscada de Velocia é “Aniversário”, um dueto singelo de Samuel Rosa com a cantora Lia Paris, é algo único e especial. “Aniversário” é um electropop sem ser apelativo, sendo a única coisa que destoa do que a banda já fez até então.

Emicida também participa do álbum, mas apenas como compositor, sem rimar como já havia feito com a banda em “Presença”. Ele assina com Rosa a boa “Tudo isso” e a não tão boa “Rio Beautiful”. Essa tem arranjo eletrônico chato pra carai e só engrena no refrão, que quase compensa o resto dessa música. Esse é um álbum feito mais no feeling, sem ser tão planejado, refletindo a segurança e competência do grupo. Tudo soa mais natural nessa produção. Apesar de pouco inovador, o álbum acerta nas parcerias, que fazem a diferença no disco. Carregado de letras inteligentes – o que já é próprio da banda – os artistas convidados dão um toque especial e mais moderno a cada uma das canções. Só para resumir e reforçar o recado, sim, não inova tanto, e sim poderia inovar mais, mas o que há aqui é extremamente bem feito e agradável de ouvir. Velocia é o atestado definitivo de qualidade desse grupo que ainda tem muita história para contar.

Nota: 4 Stars (4 / 5)

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