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Críticas Ligeiras – Five Nights at Freddy’s 3, The Deer God e Never Alone (Kisima Ingitchuna)

by on março 3, 2015
 

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Five Nights at Freddy’s 3 (PC, Smartphones e Tablets)

A cronologia da franquia Five Nights at Freddy´s é meio doida. Na linha do tempo o primeiro game é o segundo na história e o segundo é o primeiro… Bem, pelo menos o jogo número 3 se encaixa mesmo como terceiro na ordem cronológica desses peculiares jogos. Fazem 30 anos que a pizzaria “Freddy Fazbear´s Pizza” fechou as portas. Os eventos que se passaram naquele local se tornaram apenas rumores e uma distante memória. Contudo, os donos da novíssima atração “Fazbear´s Fright: The Horror Attraction” estão determinados em reviver a lenda daquela terrível pizzaria, fazendo de tudo para tornar a atração o mais autentica possível. No começo os donos de “Fazbear Fright” só conseguiram relíquias sem valor, mas do nada eles conseguiram algo de grande importância. Eles acharam um animatronic para essa nova atração.

FNaF 3 é um point & click de terror, ou melhor, um simulador de estresse, devido ao grande número de jumpscares. O terceiro capítulo de FNaF leva a tarefa de administrar várias coisas para manter sua sobrevivência um passo além. Agora, além das tradicionais câmeras, você tem que lidar com erros de áudio, erros de ventilação, alucinações e o terror do novo animatronic chamado Springtrap. Essa nova ameaça guarda um dos maiores segredos da franquia. Apenas chegando na última noite é que se tem respostas sobre esse novo “boneco” assombrado. Os gráficos são muito superiores aos FNaFs anteriores e a realização de multitarefas nesse terceiro jogo é mais fácil nas primeiras noites, contudo nas noites quatro e cinco as coisas não são nada fáceis. A sexta noite, conhecida tradicionalmente como nightmare mode, é bem complicada e é o único modo de conhecer o final real do game. Sim, há mais de um final nessa versão.

Com ambientação apropriada, simulando o local do primeiro Five Nights at Freddy’s de um modo mais precário ainda, esse é um game tenso e o mais interessante da franquia. As alucinações não te matam de primeira, e isso é algo, que por incrível que pareça, adiciona bem na pressão e no clima do jogo. FNaF 3 é um game complicado de pegar o jeito logo de cara, ainda mais sem consultar os inúmeros vídeos sobre o mesmo na internet. Porém vale a pena encarar esse desafio às cegas para ter a experiência mais tensa e pura possível.

É um jogo curto, com um sistema às vezes complicado mas que a história por trás das mortes que ocorreram na pizzaria são motivos de sobra para desvendar os mistérios de Five Nights at Freddy’s 3. É o melhor game dessa trilogia que dominou o You Tube, só espero que seja o final, pois não há muito mais para onde ir nessa história.

The Deer God (PC, Wii U, Xbox One, PS4 e Ouya)

Traduzido ao pé da letra esse belo game de plataforma com um 3D pixel de tirar o folego se chamaria o Deus Cervo. É um game onde você assume o papel de um cervo divino, como diz o título da obra. Os temas do jogo são reencarnação, sobrevivência, carma e muita habilidade em plataformas.

Esse é um jogo indie com visual e clima bem originais. A direção de arte de Deer Good é seu aspecto mais forte e impressiona do início ao fim. A iluminação e a música irão te atrair para esse mundo peculiar, mas é o cenário que vai te imergir nessa aventura por muitas horas. Em Deer God você irá vagar por florestas, desertos, cavernas subterrâneas e pântanos. Há muito o que explorar, ok que as vezes fica repetitivo, mas jogando em sessões não muito excessivas, se evita o cansaço com o jogo.

Com cores ricas, música maravilhosa, controles perfeitos e fáceis, não há como errar adquirindo esse jogo. Se você ama jogos de plataforma e quer uma obra simples e relaxante, Deer God é o jogo feito para você.

Never Alone (Kisima Ingitchuna) (PC, Xbox One e PS4)

Esse game se intitula, e provavelmente é, o primeiro game feito com a colaboração do povo Inupiat, os nativos do Alaska. Nessa jornada você assume o papel de uma jovem garota Inupiat e uma raposa do ártico em busca da origem da terrível nevasca eterna que ameaça a sobrevivência de tudo e todos.

O game possui o modo de single player assim como o modo cooperativo local. Seja jogando sozinho ou em dupla, a garota e a raposa irão atravessar a tunda congelada, desbravar campos gelados, nadar através de cavernas submersas e encarar diversos inimigos na jornada para salvar a vila dessa garotinha.

Esse é um jogo que junta os gêneros de plataforma e puzzle. Em Never Alone você irá explorar locais com visuais sensacionais, realizar atos heroicos e conhecer figuras lendárias da mitologia e cultura Inupiat. Tudo narrado pela língua dos nativos do Alaska.

É possível sentir a enorme dedicação dos desenvolvedores nesse projeto. É um modo muito interessante de divulgar para o mundo uma cultura e um povo tão desconhecido por tantos.

O jogo é bem curto, pode ser terminado em uma tarde de um domingão qualquer, ainda mais jogando em co-op. E, tirando os extras culturais, não há nenhum fator de exploração a mais que incentive uma segunda jogatina de Never Alone.

Mesmo com alguns defeitos, os aspectos positivos sobressaem e muito os negativos. É um belo e divertido game que ainda por cima é informativo. Imperdível.

 

Todos os jogos analisados aqui podem ser adquiridos imediatamente e pelo menor preço no Steam.

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