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Doze Anos de Escravidão garante o grande prêmio e Gravidade coleciona estatuetas. Esse foi o Bafta 2014!

by on fevereiro 17, 2014
 

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Ontem a noite todas as constelações de Hollywood estavam em Londres  para o prêmio de cinema mais importante do Reino Unido. O British Academy Film Awards (Bafta) é amplamente visto como indicador do que ocorrerá no Oscar, premiação que acontece duas semanas depois. O filme que foi premiado com a graça de melhor filme em Londres também levou a estatueta em Hollywood nos últimos dois anos. 

O filme de Steve McQueen, “Doze Anos de Escravidão”, que já era cotado como favorito nesse premiação, venceu  o prêmio  de melhor filme. O longa retrata a história verídica de Solomon Northup, um músico negro que é raptado em 1841 e que fica escravizado durante mais de uma década. O filme concorreu com “Gravidade”, “Trapaça”, “Capitão Phillips” e “Philomena”. Entretanto quem abocanhou a maior quantidade de prêmios foi “Gravidade”, levando para casa seis estatuetas, incluindo os prêmios de melhor diretor para Alfonso Cuarón e melhor filme britânico.

“Há 21 milhões de pessoas em escravidão enquanto estamos aqui sentados. Espero que, a 150 anos a partir de agora, a nossa ambivalência não permita que outro cineasta faça este filme”, ​disse o diretor Steve​ McQueen na cerimônia de premiação no Royal Opera House, em Londres. McQueen além de “Doze anos de Escravidão”, é o diretor de Fome (2008) e Shame (2011),  e já vencera o mais importante prêmio de artes plásticas britânico, o Turner, em 1999.

Chiwetel Ejiofor, o britânico que interpreta o personagem principal do angustiante filme sobre escravidão, dando vida ao músico e escravo Solomon Northrup, levou para casa o Bafta de melhor ator. É o primeiro grande prémio da temporada para o interprete, que fora já nomeado no Globo de Ouro, mas que apenas tinha ganhado distinções de círculos de críticos de várias cidades norte-americanas. Ejiofor venceu assim Bruce Dern, Christian Bale, Leonardo DiCaprio e Tom Hanks, os nomeados na sua categoria, e agradeceu muito emocionado a Steve McQueen pelo prêmio.

O Bafta de melhor atriz foi para a cada vez mais bela Cate Blanchett, pela sua interpretação de uma mulher literalmente à beira de um ataque de nervos, em Blue Jasmine, de Woody Allen. A atriz australiana de 44 anos dedicou o prémio a Philip Seymour Hoffman, ator norte-americano que morreu há duas semanas.

Os prêmios de atores secundários foram para Jennifer Lawrence em Trapaça e para o estreante Barkhad Abdi pelo seu papel em Capitão Phillips.

O Bafta para melhor filme estrangeiro foi para “A Grande Beleza”, do italiano Paolo Sorrentino, impondo-se ao filme francês “Azul é a Cor Mais Quente”, de Abdellatif Kechiche. “A Grande Beleza” repete assim a vitória dos Globo de Ouro e os três prêmios (melhor filme, diretor e ator) obtidos nos Prêmios do Cinema Europeu, em dezembro de 2013. O filme é um dos cinco nomeados, e o favorito pela crítica, pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O príncipe William também participou da cerimônia para entregar o Bafta honorário à veterana atriz britânica, a mega competente Helen Mirren, que interpretou no cinema e no teatro sua avó, a rainha Elizabeth II, em um dos momentos mais britânicos da noite. Seja lá o que isso signifique.

 Confira a lista dos vencedores do Bafta 2014:   

– Melhor filme

“Doze anos de escravidão”, de Steve McQueen

 

– Melhor diretor

Alfonso Cuaron (“Gravidade”)

 

– Melhor atriz

Cate Blanchett (“Blue Jasmine”)

 

– Melhor ator

Chiwetel Ejiofor (“Doze anos de escravidão”)

 

– Melhor atriz coadjuvante

Jennifer Lawrence (“Trapaça”)

 

– Melhor ator coadjuvante

Barkhad Abdi (“Capitão Phillips”)

 

– Melhor filme em língua estrangeira

“A Grande Beleza”, de Paolo Sorrentino

 

– Melhor atriz/ator em ascensão

Will Poulter

 

– Melhor roteiro original

David O. Russell (“Trapaça”)

 

– Melhor roteiro adaptado

Steve Coogan, Jeff Pope (“Philomena”)

 

– Melhor filme britânico

“Gravidade”, de Alfonso Cuaron

 

– Melhor documentário

“O ato de matar”, de Joshua Oppenheimer

 

– Melhor filme de animação

“Frozen – uma aventura congelante”, de Chris Buck e Jennifer Lee

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