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Hesitação só no título – Crítica: Hesitation Marks (Nine Inch Nails)

by on outubro 29, 2013
 

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Quem diria que Trent Reznor um dia teria um Oscar? Para quem não lembra o sujeito conquistou uma estatueta em 2011 compondo a trilha do incrível filme “A Rede Social”. E o cara não para. Após colaborar com  Josh Homme em “…Like a Clockwork” (já leu o review desse? Veja aqui), Trent Reznor volta com tudo em um novo álbum. Só pra constar Reznor, um cabra de muitos talentos, é o único membro oficial da banda Nine Inch Nails, NIN para os fãs. O grupo, que sempre muda de integrantes, tirando Trent Reznor (também ele é o cantor, o principal produtor, o compositor e o multi-instrumentista da banda), surgiu em 1988, e de lá pra cá essa banda de rock industrial, pois é, conquista mais e mais prêmios, admiradores e expande seus projetos.

Os alternativos sempre adoraram seus trabalhos, mas agora o Nine Inch Nails vem com tudo para atingir até o mais simples dos mortais. Hesitation Marks é um trabalho primoroso, tem um inicio totalmente focado no eletrônico, com a faixa “The Eater Of Dreams”, passeia pelo pop rock em “Everything” e chega ao ápice com “While I´m Still Here”.  A instrumental “Black Noise” demonstra como a experiência de trabalhar no cinema lhe fez muito bem. Destaque para a faixa “Copy of A”, uma excelente música de abertura, que no decorrer de sua execução acaba construindo mais e mais momentum até que transita de forma natural para “Came Back Haunted”. Só escutando para entender.

Trent Reznor, um perfeccionista nato, escolhe a dedo seus colaboradores. Nas guitarras temos a criatividade de Adrian Belew (King Crismon) e Lindsay Buckingham (Fleetwood Mac). E em diversas faixas somos agraciados com a participação de Pino Palladino, apenas um dos sujeitos que acompanha o The Who atualmente.

Esse disco é o namoro perfeito, mas nada sério, de Trent Reznor com melodias pop e dançantes, já fazia tempo que o músico não cortejava esse gênero, acredito que desde 1989, no álbum Pretty Hate Machine. Outro fator interessante é que cada música desse trabalho, independente se você gostar ou deixar de gostar de uma delas, são perfeitamente mixadas, uma técnica perfeita, ou seja, algo que já é de se esperar de Reznor. Aqui você encontra todos os gêneros, mas nunca apenas um gênero por música. Um disco para se escutar muitas e muitas vezes.

Nota: 5/5

Deguste esse álbum aqui, mas não esqueça de patrocinar a banda, pegando o disco ou baixando de forma oficial

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