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O livro de Affonso Solano presta? Uma crítica a uma obra de fantasia nacional

by on setembro 26, 2013
 

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Vamos embarcar no mundo do carioca Affonso “eu odeio Vingadores, mas amo Transformers” Solano. O famoso nerd do Matando Robôs Gigantes e do Jovem Nerd  nos traz ´O espadachim de carvão´, o primeiro volume da jornada de um jovem guerreiro descendente dos deuses.

A narrativa se passa em Kurgala, uma Terra alternativa, mais especificamente no continente Eriduria. Quatro deuses conceberam vida nesse mundo usando duas forças criadoras de Kurgala, que eles aprisionaram para cumprir seus objetivos. Os deuses abandonaram esse lugar após darem origem às espécies que habitam esse lugar.

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O protagonista dessa epopeia é o filho de um dos quatro deuses, Adapak, um guerreiro de pele cor de carvão e olhos alvos. Sem maldade no coração, ele foi criado longe do mundo, isolado em uma ilha esmeralda. O jovem é um estudioso de livros antigos e domina um complexo estilo de luta com espadas. Tudo isso muda quando ele completa 19 ciclos de idade, sua bela ilha é invadida por assassinos que o obrigam a fugir para sobreviver. Com isso esse ser único é exposto ao mundo pela primeira vez e ele terá de enfrentar aqueles que desejam dar fim a sua vida e que querem eliminar a existência dos deuses de Kurgala. Ingênuo, esse herói terá de aprender na marra a lidar com as mazelas do mundo, pois muitos tentaram se aproveitar de suas boas intenções.

O livro é uma leitura rápida, apesar de que seu princípio é um tanto difícil de vencer devido ao estilo rocambolesco da escrita de Solano. Sem contar a confusão inicial com as raças, relíquias e técnicas. Contudo, caso você resista, será recompensado com uma melhora considerável na narrativa.  O protagonista é extremamente bem detalhado, talhado nos moldes do herói mitológico, sua personalidade não é muito natural, devido ele apresentar apenas poucas falhas, mas creio que isso será explorado no futuro. Os outros personagens poderiam ter um pouco mais de profundidade, entretanto, novamente, acredito que chegaremos lá nos próximos volumes.

A ação e os combates são intensos, mas às vezes há aquela sensação que houve descrição demais, faltando um pouquinho de espaço para o leitor injetar sua imaginação. A originalidade dessa obra é inegável, a trama surpreende em diversos momentos e segura bem as 255 páginas, depois de seu começo um tanto lento.

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A Editora Casa das Palavras está de parabéns pela bela produção gráfica do livro, em especial pela maravilhosa capa de Rafael Damiani e arte interna do próprio autor. Só ficou faltando um glossário nessa obra com nomes tão confusos.

O livro é um bom começo da jornada de Adapak, mas assim como o herói dessa jornada, espero que os próximos livros ganhem ainda mais complexidade. Se continuar a progredir, logo Affonso Sollano irá integrar  ao grupo de Eduardo Spohr, outro nerd escritor. Esse já ultrapassou a barreira dos 500 mil exemplares com seu, ainda superior ao livro de Solano, A batalha do Apocalipse (Editora Verus). De qualquer modo recomendo a leitura dessa criativa obra.

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