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Primeiras impressões de Destiny

by on setembro 16, 2014
 

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Destiny foi lançado há uma semana, ainda é cedo para fazer uma crítica completa, tendo em vista que mesmo os jogadores mais dedicados ainda têm muito a explorar e aprender sobre essa nova franquia da Bungie. Mas, já é possível exprimir as primeiras impressões desse aguardado jogo. Só para constar, essa analise foi feita a partir da versão de PS3 – confira também nossa outra matéria sobre Destiny aqui.

Esse ambicioso projeto combina a jogabilidade de um FPS (first person shooter) com as características de um MMO (massively multiplayer online) de modo até então nunca feito nessas proporções. Esses dois elementos se comunicam pelo sistema de exploração dos planetas ao invés de seguir uma história linear, o jogador deve completar missões para progredir e liberar outros modos de jogo.

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Se prepare para fazer várias missões nesses quatro planetas.

O jogador deve visitar os planetas – Terra, Lua (ok, satélite natural no caso, mas você entendeu), Vênus e Marte. Sendo cada um deles representado por apenas um único mapa. Os objetivos das missões dependem do modo escolhido, que são os seguintes: story (campanha, com até três jogadores), patrol (pequenas missões que podem ser realizadas em sequência, com até três jogadores), striker (desafios contra hordas e chefes, com grupos de três jogadores) e raid (ainda não disponível, mas será similar ao striker, só que com um grupo de seis jogadores). Todos os modos usam o mesmo mapa, mudando apenas o objetivo da missão.

Já o modo competitivo (PVP) traz dez mapas menores inspirados nos quatro planetas. Assim como outros jogos do gênero, existem vários modos, como: mata-mata, controle de áreas e etc. Para os fãs de FPS é um prato cheio, porém não espere nenhuma grande novidade.

O fato do jogo exigir a conexão com a internet, independente do modo, torna Destiny uma experiência “viva” conforme foi alardeado pela desenvolvedora. Assim o jogador nunca estará efetivamente sozinho em sua aventura, seja com outros membros do seu time ou jogadores que estejam naquele mesmo local. Há também eventos públicos que variam desde destruir ondas de inimigos, sub-chefes e proteger determinado objeto. Além de explorar os planetas há também a Torre, local destinado para encontrar outros jogadores, comprar itens, pegar missões e etc.

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Se sua internet é instável ou de baixa velocidade pense 100 vezes antes de comprar Destiny.

A forma narrativa adotada por Destiny tornou a história pouco relevante e envolvente. Com um personagem principal que mal se expressa, o jogador se sentirá um mero executor do que lhe é pedido, um peão. O responsável por manter a história fluindo é um pequeno robô, chamado de Fantasma. É através dos diálogos dele que se compõe a base da história, construindo os eventos e o que deve ser feito – muitas vezes se resume a chegar a um local e escanear dados que irão levá-lo a outro ambiente. Existem também raras cutscenes, que embora interessantes acabam se perdendo dentro do todo. Apesar de um grande potencial, fica nítido que a história não foi o foco principal dentro da proposta do jogo.

Se a história deixa a desejar, os gráficos e a ambientação de Destiny estão acima de qualquer crítica. Mesmo a versão de PS3 é extremamente bonita, o único problema que notei foram as texturas das sombras (lembra de Dead Space?). Mas logicamente os consoles da nova geração possuem gráficos ainda mais caprichados, com uma evolução perceptível. A ambientação dos planetas conseguem transmitir sensações únicas, por exemplo, as crateras lunares a os desertos de Marte compõem um ambiente real e marcante.

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O modo Striker trás desafiadoras batalhas contra chefes em um modo com três jogadores.

Conhecida pela série Halo, que colocou a desenvolvedora no mapa, era difícil esperar algo diferente da jogabilidade de Destiny. A sensação de movimentação fluida, precisão na resposta aos comandos, culminam um FPS perfeito. Entretanto Destiny falha em aspectos não técnicos. O principal deles é o modo de progressão escolhido, levando o jogador a realizar diversas missões seguidas em um mesmo planeta, com isso a sensação de repetição é inevitável. Em alguns casos o objetivo de uma missão passa pelo exato caminho da anterior (apesar dos mapas serem até grandes), culminando em enfrentar os mesmo inimigos, passar pelas mesmas áreas… tornando entediante e aplicando uma verdadeira overdose daquele planeta até passar para o seguinte.

Os jogadores mais viciados, que almejam alcançar os levels mais altos, podem se preparar ainda mais para as repetições. Apesar disso, a curva de evolução do jogo torna a tarefa mais interessante, com novas habilidades adquiridas. A aventura também fica bem mais bacana quando realizada junto de outros jogadores, então sempre que possível opte pela aventura cooperativa.

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Jogue cooperativamente sempre que possível, pois esse é um dos destaques do jogo.

Esperado como um dos maiores jogos do ano, o título da Bungie criou um gigantesco hype no mercado de games, mas será que conseguiu suprir tamanha expectativa? Destiny cumpriu parcialmente a sua tarefa. Com uma nova combinação de gêneros e uma ótima jogabilidade, gráficos e ambientação, fez um trabalho irrepreensível. Entretanto a história e o modo que o conteúdo é explorado, assim como a quantidade desse, deixaram a desejar. Resumidamente, o título é divertido, mas não sei se na atual configuração irá manter o interesse dos jogadores por muito tempo. Todavia, conforme já foi anunciado, o título foi planejado para perdurar durante anos, talvez suas expansões consigam entregar uma experiência ainda mais completa.

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