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Resenha – A Família Corleone (Mario Puzo) – Novo livro da saga O Poderoso Chefão

by on setembro 3, 2014
 

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Antes de tudo, para não haver reclamações, essa resenha traz spoilers para quem não viu o filme O Poderoso Chefão de 1972. Leia a matéria por sua conta e risco.

O livro A Família Corleone torna Ed Falco o terceiro autor a contribuir com a saga O Poderoso Chefão na literatura. Essa história é um prelúdio, um prequel, da saga dos Corleones, servindo de ponto de partida perfeito para quem quer embarcar no mundo desses criminosos. O livro aborda os acontecimentos do outono de 1933 até o verão de 1935. Esses são os anos felizes dos Corleones, a ascensão do clã, quando eles matavam todo mundo e, quase, ninguém encostava neles.

A cidade de Nova York ,na década de 30, e a nação americana estão afundados na Grande Depressão. As famílias criminosas de Nova York prosperaram nesse período, mas então chega o fim da Lei Seca. Com o final da venda ilegal de bebidas, é inevitável uma guerra entre as famílias ligadas à máfia. Então, começa uma batalha feroz, iniciada pela poderosa família Mariposa, para determinar quais organizações irão ascender e quais terão uma terrível derrocada.

Nesse cenário, o carismático, mas severo quando necessário, Vito Corleone busca o melhor para sua família, distanciando-a de suas atividades ilícitas. Apesar de seus filhos mais novos, Michael, Fredo e Connie estarem na escola, felizes e sem nenhuma preocupação com o futuro, há um que não compartilha dessa visão. Seu primogênito, o esquentado e imprudente jovem de 17 anos, Sonny, não está inclinado a se afastar da vida do crime. E o filho adotivo de Vito, Tom Hagen, também parece estar cada vez mais envolvido nesse meio escuso. Então resta ao justo e implacável Don garantir que o legado dos Corleones seja mantido. Custe o que custar.

O patriarca Vito Corleone, seu filho Santino e o guarda costas Luca Brasi são as figuras mais intrigantes nessa obra. Fãs da trilogia cinematográfica ficaram maravilhados de ver os acontecimentos que moldaram esses personagens icônicos. O livro é fiel ao mundo definido por Mario Puzo no livro original e aos filmes de Francis Ford Coppola. Os xingamentos e frases em italiano são um bônus para dar o clima certo ao universo que Falco tem sucesso em replicar. Aliás, Ed Falco usou como base desse livro um roteiro incompleto de Mario Puzo, e isso claramente ajudou a passar autenticidade para a obra.

A Família Corleone é uma obra que não se arrisca muito, utiliza o “time que está vencendo”, trazendo nomes que são instantaneamente reconhecíveis para quem é apreciador desse universo mafioso. A família e a máfia se misturam o tempo todo nessa obra, são interligados e chega a um ponto que é difícil alguém relacionado aos Corleones ter as mãos limpas.

Esse é um romance profundo, tenso, marcado pela violência, lealdade e traição. A Família Corleone só comprova o porquê de fãs de várias gerações continuarem a se fascinar pelo mundo sombrio, mas com momentos calorosos, de Vito Corleone e seus descendentes. Ver como uma pessoa pode ser ao mesmo tempo tão cruel e tão amável instiga demais as pessoas.

Os personagens agem do modo que os fãs lembram-se e tudo tem um peso real e cruel. São 420 páginas que exploram bem a dualidade humana, um prato cheio para os seguidores de O Poderoso Chefão. Quem é novato pode embarcar sem medo, é uma obra bem escrita e bem elaborada, não recomendada apenas para quem não aguenta violência, mas nesse caso, por que diabos você está lendo uma crítica sobre um livro de crime? Esse livro é uma oferta que você não pode recusar.

Nota: 5 Stars (5 / 5)

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