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Você lembra? Samurai Jack

by on fevereiro 12, 2015
 

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Genndy Tartakovsky já havia demostrado seu potencial em O Laboratório de Dexter, porém foi em Samurai Jack que desenvolveu uma obra mais audaciosa, autoral e diferente das demais animações da época. Em parceria com o Cartoon Network, a série foi exibida de 2001 a 2004, contando com 4 temporadas com 52 episódios no total. Uma sinopse do desenho? melhor deixar as palavras ditas por Abu na abertura:

Há muito tempo, em uma terra distante, eu, Abu o grande mestre das trevas libertei as terríveis forças do mal. Mas um simplório guerreiro samurai, empunhando uma espada mágica, opôs-se a mim. Antes do combate final, eu abri um portal no tempo e o lancei no futuro, onde o mal é lei. Agora o tolo busca retornar ao passado e destruir o futuro, que é Abu.

A série alia humor, ação e um estilo artístico único. Mas a essência de Samurai Jack está na extensa e diversificada fonte de influencias. A base da história já é um nítido exemplo disso, ao entrelaçar abordagens tão diferentes em um mesmo universo, criando uma engenhosa mistura de Japão feudal com elementos de ficção científica, fantasia, cyberpunk e muito mais. Assim criou-se um mundo futurístico distópico com tecnologia avançada e raças extraterrestres, e ao mesmo tempo populações tribais, com elementos sobrenaturais e mágicos. Essa dicotomia oferece um terreno absurdamente fértil e amplo, no qual Tartakovsky explora de forma simples porém marcante.

As cenas de ação representavam um dos grandes pontos do desenho. São constantes, rápidas e cheias de efeitos cinematográficos – com câmeras lentas, diferentes ângulos e telas em wildscreen. Os momentos de calmaria, os combates e a composição detalhada do ambiente remetem aos filmes de Akira Kurosawa e Lawrence da Arábia; o seriado de TV Kung Fu e também os mangás e HQs – Lobo solitário (confira uma bacana homenagem feita no desenho)  e Ronin (esse inclusive tem uma premissa básica idêntica à do desenho). Já a parte artística chama atenção pela sua simplicidade, sem linhas delineadoras claras e também muitas cores, além de detalhados cenários. Confira algumas batalhas memoráveis:

– Jack vs Os Caçadores de Recompensa. Nesse episódio os vilões se unem a passam quase todo o capítulo discutindo como poderiam fazer para derrotar Jack, até que tudo culmina nesse final:

Jack vs the Shinobi Shadow Warrior. Já havia postado esse embate na minha postagem de melhores lutas dos desenhos animados. O contraste criado entre a luz e as sombras ficou muito interessante.

 – Jack vs The Guardian. Uma das lutas mais diversificadas do desenho, com várias armas e a surra memorável de Jack.

Com tudo isso é fácil entender porque o desenho ganhou status cult e recebeu diversos prêmios ao longo dos anos. Tornando ainda mais difícil acreditar que segundo o CN a série não foi renovada após a sua quarta temporada devido à queda de audiência. Com isso os seguidores de Jack ficaram sem um derradeiro final para o programa, tendo que se contentar com reprises exibidas no canal Boomerang.

Quando a série ainda era exibida, já existiam planos de levar Samurai Jack aos cinemas, mas foi com o cancelamento que os pedidos por um longa se intensificaram. Em 2006, Tartakovsky disse “Jack irá voltar”, conforme foi dito seria um longa animado encerrando a história. Entretanto desde então o projeto é só prorrogado, a última informação oficial foi em 2012, quando o criador, que atualmente trabalha como diretor do filme em computação gráfica do Popeye, disse que o longa ainda é uma de suas prioridades e está em período de pré-produção. Com tamanha demora é difícil acreditar que esse filme ainda venha a ser lançado – sem contar que Mako Iwamatsu, o dublador original de Abu (Aku no original – nome alterado no brasil por motivos óbvios), faleceu em 2006.

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Capa e ilustração interna da HQ de Samurai Jack

Um alento aos fãs veio no final de 2013, quando a IDW anunciou uma parceria junto ao CN para produzir HQs baseadas em Samurai Jack, expandindo a história com material inédito (chamado por muitos como quinta temporada). Inicialmente concebido para durar poucos volumes, mas graças as boas vendas e aceitação dos leitores, o título acabou tornando-se regular, sendo lanço até hoje nos Estados Unidos. Contudo, o material não conta com o roteiro de Tartakovsky, sendo substituído por Jim Zub, mas as ilustrações são de Andy Suriano, criador original do design dos personagens para o desenho.

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