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5 livros clássicos que a internet não suporta!

by on outubro 28, 2014
 

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O romancista britânico Nick Hornby (autor de Alta Fidelidade, Um Grande Garoto e outros) incentivou as pessoas no Festival Literário de Cheltenham a queimar livros complicados e velhos. Para ele ler é apenas algo hedonista, e qualquer coisa que dê um pouco mais de trabalho não vale a pena. Será que a vida é curta demais para perder tempo lendo livros gigantes e antigos? Bem, toda generalização tende a estar errada, mas a internet, para ser mais preciso o povo do reddit, fez uma lista de cinco livros que carregam o estigma de serem impossíveis de se terminar. Pelo menos de bom grado. Confiram:

1- Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski

Talvez por seu título, que alguns consideram aplicável ao que representa em sua escrita e sua leitura, poucos se atrevem a criticar os delírios de Raskolnikov, ou os abandonam na sexta manifestação de tormento. Um dos favoritos do povo dos cursos de filosofia da vida. Já tentei mais de uma vez encarar esse clássico russo. Nunca cheguei ao fim.

2 – Guerra e Paz, de Leon Tolstói

Outro exemplo da literatura russa, que se costuma colocar neste tipo de lista com piadas como: “Lamentavelmente, não cheguei nem ao primeiro disparo da guerra”. Embora muitos o considerem uma leitura trepidante ambientada durante a invasão napoleônica da Mãe Rússia, a maioria prefere ver a versão cinematográfica. Seu autor escreveu o livro convalescendo, depois de quebrar um braço ao cair de um cavalo. Alguns leitores declaram ter se sentido assim durante sua leitura.

3- Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Outro romance que esconde pistas em seu título. Alguns leitores terminam de lê-lo pelo primeiro elemento, por orgulho, enquanto outros nem se aproximam dele por causa do segundo, por puro preconceito. É um festival de murmúrios e vaivéns românticos, inclusive cômicos, mas o leitor contemporâneo frequentemente se cansa das tensões sexuais que celebra, entretanto, nas novelas. Esse leitor pouco paciente não é o único. O gênio Mark Twain chegou a declarar: “Cada vez que leio Orgulho e Preconceito tenho vontade de desenterrar a autora e golpeá-la no crânio com sua própria tíbia”.

4 – A Divina Comédia, de Dante

O poema escrito por Dante Alighieri no século XIV pertence ao grupo dos que talvez enganem o leitor desprevenido pelo título. Crucial na superação do pensamento medieval e ácido como um limão nos olhos graças aos comentários sobre sua época. No entanto, muitos ficam na primeira parte (intitulada Inferno) ou não passam pela segunda, o Purgatório, e muito menos terminam a última, batizada de Paraíso.

5 – Moby Dick, de Herman Melville

O único dessa lista que finalizei. Hurray. A maioria das pessoas não compartilha a obsessão cega do Capitão Ahab por caçar a baleia e se enjoam com a primeira tormenta em alto mar. Não estão sozinhos, apesar da legião de fãs que realmente vibram com o livro. Uma curiosidade, o músico Moby (sim, aquele que faz canções que saem em oitenta anúncios) admite que, embora tenha adotado esse pseudônimo, jamais terminou de ler o romance porque lhe parece “muito longo”. Uma pista: esse músico calvo se chama, na verdade, Richard Melville. Seu tio-bisavô é o consagradíssimo autor.

O que acha dessa lista? Os livros são “chatos” ou é falta de respeito com essas obras? Estamos ficando mais preguiçosos para ler ou viva o novo e tchau para o velho? Pessoalmente acredito que os clássicos devem ser respeitados, mas admito que é complicado encarar algum deles. Mas tentar ao menos é importante, certo? E qual livro você não aguenta nem olhar? Eu tenho trauma de Lucíola, de José Alencar, mas deve ser por ter lido essa praga quando era moleque. E vocês? Comentem aí e até mais.

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comentários
 
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  • fevereiro 24, 2015 at 5:38 pm

    Eu não sou a melhor pessoa para falar, li poucos livros até o final da vida, mas o cara que comentou que a vida é muito curta para se dedicar a isso, é que deveria ser desenterrado pelo Mark Twain, ou mesmo enterrado vivo…
    Sempre escutei dos grandes escritores geralmente o contrário, que o sonho deles era ter escrito “Guerra e Paz”. Esse livro foi citado a ultima vez antes dessa para mim, em um filme chamado “Pôr do Sol Fechado”, um filme bem interessante em que um ex-presidiário evangélico (Samuel Jackson) duela verbalmente com um professor ateu que ele impediu de cometer suicídio (Tommy Lee Jones). Lhe recomendo assistir, quem sabe fazer um texto sobre e publicar aqui.

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