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Como consertar os Transformers no cinema?

by on agosto 20, 2014
 

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A franquia Trasnformers já teve ao longo dos anos diversas séries diferentes, sempre com novas interpretações para a proposta básica de robôs que se transformam. Na verdade tudo começou quando a Hasbro decidiu levar ao mercado americano a linha de bonecos criada pela empresa japonesa Takara. Para divulgar esses brinquedos, encomendou uma série de TV a Sunbow Cartoon e uma linha de HQs a Marvel Comics. Desde a primeira animação dos anos 80, conhecida como Geração 1, a franquia foi um enorme sucesso, conquistando uma legião de fãs pelo mundo todo, e com isso tem produtos e séries lançados a todo momento – passando desde animações americanas, japonesas e seriados em CG até aos polêmicos filmes hollywoodianos com atores.

Há pouco tempo Transformers Era da Extinção entrou para o seleto grupo de filmes que atingiu a marca de um bilhão de dólares. Na verdade todos os demais longas já haviam tido ótimos resultados nas bilheterias, o que garantiu a continuidade da franquia por anos a fio. Apesar desse sucesso financeiro, os filmes são bastante questionados por parte dos fãs e dos críticos de cinema, devido a diversos problemas de várias espécies.  Mas, talvez com certas mudanças, Transformers poderia ter um melhor destino no cinema.

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Optimus Prime do cinema X Optimus Prime que gostaríamos de ver no cinema.

O que esperar em um filme dos Transformers? Pode parecer uma pergunta idiota, já que o próprio título já remete aos robôs com poderes de transformação, entretanto Michael Bay não pensa assim. Fica nítida a intenção de encaixar os Transformers dentro de um filme de ação no qual o foco são os humanos. Com isso, grande parte do longa é gasto para construir o interesse romântico, o núcleo familiar, personagens de apoio e etc.

Em um filme blockbuster como Transformers a remoção da presença humana seria algo impraticável. Mesmo no desenho clássico havia humanos aliados aos Autobots, com o intuído de aproximar o espectador dos personagens, mas no final das contas era sempre algo diminuto. Já no caso dos filmes, os Transformers são por diversas vezes o pano de fundo, sendo o gatilho daquela situação, que acaba sempre dependendo da figura humana  para ser resolvida e salvar o dia.

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Quando esses gêmeos aparecem esperem pelo pior.

Partindo disso, vale também destacar  o sofrível desenvolvimento dos personagens, tanto dos humanos quanto dos robôs. Pautados em exagerados estereótipos e uma quantidade gigantesca de núcleos temos: soldados patriotas, cientistas nerds, núcleo familiar como alívio cômico, herói adolescente idiota e gostosas. Até os robôs caem nessa com a desculpa que buscaram referência em conteúdo terrestre (de péssimo gosto pelo jeito), assim temos: robôs rappers, viciados em armas, tarados e retardados. Até o Optimos está mais para um ancião violento cheio de frases feitas do que para um líder propriamente dito.

No primeiro filme ainda tentaram manter uma quantidade de Transformers reduzida, para a partir do segundo jogarem trocentos novos robôs na trama sem nenhum propósito… quer dizer, tem um bem importante, vender mais bonecos. No final das contas o espectador só se importa com Optimus, Megatron e Bumblebee. Assim, personagens com potencial perdem totalmente a importância como foi o caso dos Dinobots e dos Constructions.

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Abordagens irrelevantes para personagens que tinham grande potencial.

Pelo menos temos um quebra-pau de qualidade entre os Autobots e os Decepticons, certo? Na verdade não. Michael Bay fez robôs realistas e detalhados e isso não colaborou em nada nas pancadarias. Isso, aliado a cortes rápidos e muitos efeitos, cria a sensação de que estamos vendo uma briga de restos de um ferro velho, ficando impossível distinguir quem é quem e o que está acontecendo. Nos próximos filmes eles deviam se inspirar nas excelentes lutas de Pacific Rim/Círculo de Fogo.

Outro ponto é o humor usado no filme, Transformers não precisa ser engraçado. Esse recurso pode sim ser utilizado em filmes de ação, os títulos da Marvel são um ótimo exemplo disso, com cenas rápidas, pontuais e que se encaixam no contexto. Já em Transformers é o extremo oposto, com piadas longas, excessivas e dignas de comédias do Adam Sandler. Como exemplo, a longa e vergonhosa cena dos pais de Shia LaBeout indo visitá-lo na faculdade no início do segundo filme… mas existem inúmeras outras.

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Momentos que na cabeça de Bay são engraçados, são dignos de vergonha alheia.

Para finalizar não poderia faltar a quantidade abissal de problemas de roteiro. Uma coisa é fazer um filme raso e simples sem grandes pretensões, mas até nisso Transformers falha. Com tramas mal construídas e cheias de furos, partes totalmente sem sentido imperam no longa que também comete graves erros de continuidade e  falácias lógicas. Sinceramente, precisaríamos de um livro inteiro para listar todos os problemas, então nem irei perder meu tempo tentando apontá-las aqui.

Michael Bay já mostrou que mesmo tendo a possibilidade de inovar a franquia nesse último filme preferiu entregar quase a mesma coisa. Nessa semana ele disse que vai passar a direção para outra pessoa, pois quer estragar fazer outros tipos de filmes. Infelizmente, não espere algo novo, porque ao que tudo indica o substituto será um “pupilo” de Bay, que com certeza irá manter a mesma pegada já que a grana continua entrando aos montes nos cofres do estúdio. Resumindo, mesmo havendo como entregar um filme bacana dos robôs, não espere por algo diferente tão cedo… o líder Optimus Prime vai continuar morrendo (muitas vezes) de desgosto por esses filmes.

No mais, uma homenagem a todo criatividade do mestre Micahel Bay:

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