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Crítica: Donkey Kong Country Returns 3D (3DS)

by on novembro 7, 2013
 

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Sou fã do gorilão desde os tempos do Super Nintendo, no saudoso Donkey Kong Country, de lá pra cá muita água passou e fazia tempo que nosso amigo não aparecia num bom jogo de plataforma. De repente em 2010, o jogo que eu tanto esperava foi lançado, Donkey Kong Contry Returns trazia de volta Donkey Kong e seu melhor amigo Diddy Kong ao mundo de saltos complicados e muitos obstáculos. Os responsáveis de tirar a franquia de sua hibernação foi o eficiente Retro Studios, herdando da Rare, que agora só serve para fazer jogos de Kinect no console da Microsoft (isso deveria ser algum tipo de crime), o manto de criar os jogos de plataforma mais desafiadores nos consoles da Nintendo. Os cabras estavam animados já que imploraram para o Shigueru Miyamoto para assumirem o título. Como não ficar empolgado com esse jogo? Bem, para mim pelo menos, havia um problema. O jogo tinha sido lançado para o Wii, console que eu havia acabado de vender. Passaram-se 3 anos e aqui estou em 2013 com Donkey Kong Country Returns 3D para o pequeno notável da Nintendo, o 3DS. Minha vida está completa. Ou algo do tipo e menos exagerado de preferência.

O jogo é dividido em 9 mundos, você deve se aventurar pela Ilha DK combatendo as máscaras Tikis que roubaram as bananas do estoque macacal do gorila engravatado. Mexeu com banana, mexeu com o DK, isso é a desculpa que o peludo precisa para sair matando tudo em sua frente para saciar sua sede de fúria e bananas. Isso é o máximo que tu terá de história nesse jogo meu amigo, mas esse não é o foco, prosseguindo.

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A conversão da versão do Wii para o 3DS foi quase perfeita. Os gráficos estão um primor, praticamente igual ao original no Wii, só às vezes alguma textura fica meio quebradiça (o que não ocorria na versão original), mas isso é bem raro. O maior problema mesmo é quando seus personagens vão para um plano de fundo do cenário. Na televisão isso era um efeito bacana, pois mesmo com a câmera não te acompanhando era tranquilo ver onde estavam os personagens e dava o senso de magnitude do cenário. Já na telinha do 3DS em algumas fases, ainda mais lá pra frente do jogo quando o ritmo é bem acelerado, isso pode gerar uma certa confusão. Acredito que no 3DS XL (o 3DS com tela bem maior) deve haver menos problemas nesse sentido, mas como tenho a versão original do console portátil, a tela pequena incomoda em alguns momentos, mas não quebra o jogo.

A música e o som foram preservados nessa versão de Donkey Kong Country 3D. Em cada fase temos uma melodia que se encaixa perfeitamente com o cenário e com o que ocorre na telinha. Há vários remixes da trilha original dos jogos de Super Nintendo, e para alguns extremista, isso será uma blasfêmia, mas algumas novas reedições de certos clássicos são melhores que os originais.  A música desse jogo te dá a energia necessária para completar os desafios dos estágios. Um pequeno exemplo, mesmo apanhando mil vezes do morcegão, como não tentar mais uma vez a fase 4-5 “Crowded Cavern” tendo uma música tão agitada te empurrando para frente quando você cata o barril voador?

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No departamento de jogabilidade, não há do que reclamar. A versão de Wii tinha alguns problemas nos momentos em que era necessário mexer o Wii Mote para realizar algum movimento, mas aqui não tem essa frescura de ficar chacoalhando nada para realizar grandes feitos com os símios.  Os botões do 3DS respondem perfeitamente, 1:1, então apesar da extrema dificuldade em determinadas fases, a inevitável morte é culpa sua. O que torna os momentos de triunfo ainda melhores, pois não há situações bizarras do tipo, o personagem fez algo que eu não esperava. Como todo jogo que é de uma das franquias principais da Big N, esse é polido até dizer chega, além da jogabilidade perfeita, não há bugs (a Nintendo ainda continua sendo a melhor no departamento de jogos sem defeitos, apesar do lançamento mundial de Pokémon ter introduzido algumas falhas nesse setor antes tão indefectível).

Os chefes são bem criativos e tem um padrão de movimento desafiador. Os únicos inimigos no jogo que deixam um tanto a desejar são as máscaras Tikis, o que é uma pena já que essas são os principais adversários na jornada. Fora isso o design do jogo é impecável, logo de cara você já ficará impressionado com as estatuas Tikis caindo, e gritando, em sua direção na primeira fase, algo que só artistas muito talentosos podem conceber. E como não apreciar a bela fase 1-4 “Sunset Shore”, a direção de arte dessa é algo único, e jogar apenas com silhueta dos personagens e tendo um belo remix do tema principal com uma pegada de jazz é algo encantador.

Sunset Shore no Wii, apesar de ser a versão do console de mesa, o gráfico é o mesmo do 3DS

A jornada ao mundo de DK Country Returns 3D vai ser longa se você quiser aproveitar tudo que esse game tem a oferecer. Se você for o mestre supremo da plataforma e já tiver jogado a versão de Wii, a jornada só será de umas 8 horas. Mas caso seja sua primeira experiência prepare-se para morrer. E muito. Tenha paciência, porque algumas fases vão fazer você travar e o jogo vai para uma 11, 12 horas facilmente. Tudo isso soa como muito trabalho para você? Bem, a Nintendo pensando nos jogadores que não tem muito experiência com jogos de plataforma, ou simplesmente não tem muita paciência e reflexos rápidos, adicionou um modo fácil (aqui chamado de New Mode). Nele Donkey Kong tem 3 corações ao invés de 2, e assim que você aciona o Diddy, você ganha mais 3 corações. Para completar a facilitação, na loja do Cranky Kong tem mais itens, como um barril que permite convocar Diddy Kong a qualquer momento, uma poção que de invencibilidade temporária nas famigeradas fases do barril foguete e carrinho de mina, e balões que salvam de precipícios. Mamão com açúcar né? Ou seja, tem vários modos de apreciar esse jogo, mas se você quer tirar o maior proveito dessa aventura, encare o classic mode (a dificuldade original do jogo no Wii) em toda sua dificuldade, frustação e satisfação ao superar o que parecia insuperável. E lembre-se, não importa o modo que você escolha, esse é um game onde você aprende com seus erros. Você vai errar, contudo tendo perseverança qualquer desafio pode ser superado. Quem diria que um game de 3DS teria uma lição que pode ser aplicada na vida (e a livros de auto ajuda :P)?

O jogo ainda tem muitos e muitos extras, como medalhas para cada estágio (tentar pegar shiny gold em todas não é para cardíacos), um mundo secreto, que é habilitado pegando a letras que formam KONG em cada fase, e após esse desafio extra ainda há o mirror mode. Nesse modo, DK só tem um coração, não se pode jogar com Diddy e como o nome indica, todas as fases estão ao contrário. Haja coração! Então para quem curte dificuldade, Returns 3D enche esse prato com muito gosto.

Para não dizer que só fiquei puxando o saco do jogo, tem três coisas que não curti. A completa ausência de fases subaquáticas, que nos 3 jogos originais eram bem desafiadoras e umas dos poucos estágios debaixo da água em um vídeo game que você não tinha vontade de se matar.  A falta de mais animais amigos. Cadê Enguard, Winky, Expresso, Squitter e os outros? Só temos o fiel rinoceronte Rambi e o papagaio Squawks, esse último como um item, nessa versão. Um desperdício já que esses bichos adicionavam sempre um elemento novo de jogabilidade. E a maior falha seria não terem implementado um modo co-op via download, onde o segundo jogador não precisasse ter uma cópia do jogo. Na verdade o ideal mesmo seria co-op online, mas como a jogatina conectada na net não é forte da Nintendo ainda tentei simplificar, mas os caras não corresponderam nem facilitando. Fazer os dois jogadores terem que ter o jogo é uma burrice, pois com certeza uma pessoa que jogasse essa pérola por muito tempo, ainda mais com um amigo, iria querer adquirir uma versão desse game para seu portátil.

No fim das contas, mesmo com umas vaciladas bem bobas da Nintendo, esse game é a prova do tempo. Ele era bom no Wii e continua sendo bom no 3DS. Ainda melhor já que pode ser experimentado em qualquer lugar.  Para quem curte desafio é obrigatório. Para quem gosta de plataforma 2D é obrigatório. Para quem é fã da trilogia original é obrigatório. O que você esta fazendo lendo esse artigo ainda? Compre logo o seu e recupere todas as bananas do Sr.DK. Custe o que custar.

Nota: 5 letras em KONGS (5/5)

Trailer desse espetacular jogo

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comentários
 
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  • Laerte Bach
    dezembro 25, 2013 at 2:00 pm

    nao tem os barris bonus e as moedas DK?? q tristeza!

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    • Calhorda Explosivo
      dezembro 29, 2013 at 11:11 am

      Os barris de bônus ainda existem amigo, já as moedas de DK foram substituídas por peças de puzzle, cada fase possui um número, que varia, dessas escondidas no cenário. O espírito de exploração e extras ainda é o mesmo, nada tema :).

      Responder

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