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Crítica – Etrian Odyssey Untold: The Millennium Girl (3DS)

by on outubro 15, 2013
 

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O remake, ou melhor, “semi remake”, do primeiro Etrian Odyssey (2007) do Nintendo DS chegou em 2013 para o 3DS. O rpg da Atlus, Etrian Odyssey Untold: The Millennium Girl, eta nome gigante, traz duas opção aos jogadores: aventurar-se pelo modo clássico, o original Etrian Odyssey com algumas adições, ou ir numa nova jornada em busca das origens da Árvore Yggdrasil . Tudo com novos gráficos e efeitos em 3D, aproveitando-se dos recursos do pequeno notável da Big N.

Nessa história você joga como um highlander, não o Connor MacLeod, que vai encarar sua primeira missão de verdade. E nessa empreitada você encontra uma garota sem memória, a moça do título, que parece que veio de outra época. Seu personagem acaba por recrutar vários companheiros improváveis para sua equipe e, juntos, vocês irão começar uma jornada para auxiliar a garota a recuperar a memória, e claro, salvar o mundo.

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Apesar de não ser a história que vai salvar o planeta do câncer, um eufemismo para não é a história mais original que já existiu, a Atlus investiu bem no quesito produção. Os diálogos são top, há bastantes falas com vozes e os momentos chaves possuem tratamento de primeira, com direito a sequência em anime. O que a história não tem de originalidade é compensado pela beleza e charme da mesma. Claro que possui seus defeitos, todavia nada que quebre o ritmo da narrativa.

Como dito antes, Etrian Odyssey Untold não é inteiramente um remake da versão do DS. É claro que há elementos da versão original, labirintos e locais do game pregresso dão as caras, mas há tantas áreas novas, conteúdo, histórias paralelas e recursos nos dois modos de Untold que são exclusivos apenas dessa versão. E, apesar de manter a mecânica bem old school de batalhas em turnos e a perspectiva em primeira pessoa, novos jogadores não terão tantos problemas, pois a dificuldade foi bem facilitada nessa “remake que é mais do que um remake”.  Para os fãs das antigas, Untold fornece exatamente o que você esperava, inclusive o recurso de fazer mapas. Para quem não sabe, é possível fazer mapas dos dungeons, com as próprias ferramentas do game, ficando muitíssimo mais fácil explorar as mesmas.

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No novo modo história joga-se com uma party pré-definida, incluindo um usuário de pistolas, um alquimista (infelizmente não é um irmão Elric), um curandeiro e um porrador. A carta curinga é o seu personagem, que terá sua classe e características definidas por você. Essa equipe traz um sentimento de familiaridade e equilíbrio, que torna fácil para qualquer um embarcar nessa epopeia. Existe uma perda no quesito customização da equipe, mas isso pode ser feito no modo clássico. É bom registrar que no novo modo, para os veteranos, essa viagem por Etria será bem curta e simples, sendo bem direcionada a novatos. Não há veículos no mapa overworld, a árvore de habilidade é direta e sem complexidade e nem pense em subclasses.

Os hardcores vão quer jogar Untold no modo clássico, que infelizmente perde as firulas da narrativa do novo modo, entretanto compensa por dar mais liberdade ao jogador. As mecânicas de jogo e design dos mapas são novidades, não há reaproveitamento descarado da versão de DS, e a equipe toda é customizável, não apenas o protagonista. O que se perde nesse modo é no quesito de enredo e de apresentação, mas ganha-se na dificuldade e na personalização.

Mesmo tendo dois modos de jogo, Untold apenas oferece uma save file para o jogador, o que é uma mancada gigante dos produtores do game. Os dois modos são bem diferentes um do outro, e vale apena conferir ambos. É uma pena ter que apagar um save, mas após ter destrinchado o novo modo, sugiro uma arriscada no modo clássico.

Etrian Odyssey Untold é uma viagem nostálgica. Etrian Odyssey 4 ainda é mais amigável para quem tem pouca paciência com rpgs clássicos, mas se você é um guerreiro das antigas, aventure-se sem medo no mundo de Untold.

Nota: 4/5

Trailer do game, disponível em cópia física e no eshop da Nintendo

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