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Crítica – Extraordinário (Livro, R. J. Palacio)

by on janeiro 28, 2014
 

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August Pullman, popularmente conhecido como Auggie, nasceu com uma doença rara. Trata-se de uma síndrome genética que lhe causou uma série de deformidades no rosto ainda quando estava na barriga de sua mãe. Desde pequeno ele teve que ser submetido a várias cirurgias e cuidados médicos constantes. O garoto nunca havia frequentado uma escola antes e chega o momento disso tudo mudar. O jovem tem plena consciência de que não será nada fácil começar o quinto ano em um colégio tradicional de Nova York,  onde terá que lidar com outras crianças. Auggie terá como desafio, provar a todos, que apesar de possuir um rosto diferente, ele é uma pessoa como qualquer outra. A história tratada no livro “Extraordinário” é mais comum na nossa sociedade do que queremos admitir. As pessoas em geral são cruéis e a “perfeição” é quase como uma regra quando vivemos em comunidade, algo que esse livro explicita totalmente e sem rodeios.

A narração é um dos pontos mais altos dessa obra, pois apesar de acompanharmos os fatos em primeira pessoa, ela é intercalada entre Auggie, seus familiares e seus amigos. Dessa maneira, o livro passa uma visão bem ampla de todos os eventos. O interessante é que toda vez que ocorre esse revezamento entre personagens ele é feito de forma natural, apesar de que deixa sempre um pensamento no ar, dando vontade de voltar ao ponto de vista dessa pessoa o mais rápido possível. Mas logo o processo se repete com o próximo personagem, fazendo ser quase impossível largar o livro.

A escrita é simples, porém muito envolvente. Incapaz de dar espaço para monotonia, sem contar que a carga de emoção depositada no livro passa longe de ser apelativa. Apesar de R. J. Palacio explorar muito bem o mundo de Auggie, ela não o coloca como um coitado para causar pena ao leitor. A autora mostra suas dificuldades ao se deparar com o mundo, mas o personagem não fica se depreciando. É claro que a momentos de questionamento, contudo nada muito arrastado e com resoluções plausíveis.  Sem chororô e pieguice, “Extraordinário” é um romance que em capítulos curtos, envolventes e inquietantes, é capaz de prender até o sujeito mais ranzinza. Se ele der uma chance ao livro, claro.

Um ponto negativo é o uso constante da palavra “extraordinário”. Ok, sabemos que é o título, todavia não precisa utilizar o tempo todo a praga para justificar o uso da mesma na capa de sua obra. Às vezes o humor também parece meio forçado, entretanto isso já é uma interpretação pessoal demais.  O livro é uma leitura fácil (apenas 320 páginas) e intensa, recomendado. Principalmente para os adolescentes.

Nota: 3,5/5

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