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Crítica – Need for Speed: O Filme (2014)

by on março 11, 2014
 

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“Need for Speed” foi lançado em 1994 no desconhecido console 3DO. De lá pra cá essa série de jogos passou por tudo quanto é plataforma e é um sucesso indiscutível no meio dos jogos de corrida competitivos, graças a seus super carros, perseguições e trilha com sucessos do momento. Com mais de 150 milhões de unidades vendidas, a Eletronic Arts tem bastante confiança em sua marca e decidiu expandir ela além do mundo dos video games. Ok, então como fazer a transição do mundo dos games para o cinema, já que história nunca foi o foco dessa franquia? Err, vamos ver o que eles conseguiram no decorrer dessa análise.

Numa tentativa de salvar sua oficina mecânica Tobey Marshall, interpretado por Aaron Paul (Breaking Bad), junto de sua equipe, se une com o arrogante ex-piloto de Nascar, Dino Brewster, (Dominic Cooper) para construir carros turbinados e, assim, conseguir uma boa grana nos rachas. Contudo, quando Tobey está prestes a fechar uma grande venda com a revendedora de automóveis de Julia Bonet (Imogen Poots) que poderia salvar sua oficina, uma corrida desastrosa permite que Dino arme uma armadilha para o mecânico e culpe-o por um crime que ele não cometeu. Assim, Tobey é enviado a prisão enquanto Dino (não dá para levar um vilão com esse nome a sério…) continua expandindo seus negócios para o oeste. Dois anos depois, Tobey é libertado e começa uma busca por vingança, e a única possibilidade de destruir seu rival, o “terrível” Dino, é derrotando-o na pista de alto risco conhecida como De Leon: a competição mais emblemática do circuito de corridas clandestinas.

“Need for Speed” parece ter tudo no controle para ser um bom filme de corrida e superar a famosa série cinematográfica “Velozes e Furiosos”. O ex-dublê Scott Waugh que manja tudo de cenas “realistas” (bem, que enganem o suficiente pelo menos) e de ação é o diretor, o competente ator da série de sucesso Breaking Bad, Aaron Paul, é o protagonista e tem carros fodas pra carai. O que você poderia querer mais? Bem, falta algo importante na verdade. Infelizmente a área que ele falha é a que não havia base no seu ponto de origem nos games, o enredo. O roteiro de Jeremy Clarkson é falho além do aceitável, com diálogos rasos, entretanto isso até dava para relevar num bom filme de ação, o problema é que há muitos furos na história.

De qualquer modo as sequências de ação são pura adrenalina e evitam ao máximo usar efeitos de computação. Se você ignorar os personagens estereótipos ridículos, como o vilão óbvio que só se veste de preto, as cenas de corrida e outros momentos explosivos irão te divertir bastante.

É um filme que você irá prever as reviravoltas a mais de um quilometro de distância e acaba se tornando uma comédia involuntária em alguns momentos, mas quem eu quero enganar? Claro que a história aqui não seria a melhor, podiam ter criado melhores personagens, mas a dedicação foi toda nas corridas e para criar putas cenas de ação sem CG.

Esse filme é besta, contudo ensina “Velozes e Furiosos” como fazer sequências de ação. Vale uma conferida, não sei se na telona, mas uma alugada pelo menos.

Nota: 2,5/5

Trailer de Need for Speed – O  Filme

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