0 comentários

Crítica – Need for Speed: O Filme (2014)

by on março 11, 2014
 

Compartilhe!Share on Facebook

Facebook

0Tweet about this on Twitter

Twitter

“Need for Speed” foi lançado em 1994 no desconhecido console 3DO. De lá pra cá essa série de jogos passou por tudo quanto é plataforma e é um sucesso indiscutível no meio dos jogos de corrida competitivos, graças a seus super carros, perseguições e trilha com sucessos do momento. Com mais de 150 milhões de unidades vendidas, a Eletronic Arts tem bastante confiança em sua marca e decidiu expandir ela além do mundo dos video games. Ok, então como fazer a transição do mundo dos games para o cinema, já que história nunca foi o foco dessa franquia? Err, vamos ver o que eles conseguiram no decorrer dessa análise.

Numa tentativa de salvar sua oficina mecânica Tobey Marshall, interpretado por Aaron Paul (Breaking Bad), junto de sua equipe, se une com o arrogante ex-piloto de Nascar, Dino Brewster, (Dominic Cooper) para construir carros turbinados e, assim, conseguir uma boa grana nos rachas. Contudo, quando Tobey está prestes a fechar uma grande venda com a revendedora de automóveis de Julia Bonet (Imogen Poots) que poderia salvar sua oficina, uma corrida desastrosa permite que Dino arme uma armadilha para o mecânico e culpe-o por um crime que ele não cometeu. Assim, Tobey é enviado a prisão enquanto Dino (não dá para levar um vilão com esse nome a sério…) continua expandindo seus negócios para o oeste. Dois anos depois, Tobey é libertado e começa uma busca por vingança, e a única possibilidade de destruir seu rival, o “terrível” Dino, é derrotando-o na pista de alto risco conhecida como De Leon: a competição mais emblemática do circuito de corridas clandestinas.

“Need for Speed” parece ter tudo no controle para ser um bom filme de corrida e superar a famosa série cinematográfica “Velozes e Furiosos”. O ex-dublê Scott Waugh que manja tudo de cenas “realistas” (bem, que enganem o suficiente pelo menos) e de ação é o diretor, o competente ator da série de sucesso Breaking Bad, Aaron Paul, é o protagonista e tem carros fodas pra carai. O que você poderia querer mais? Bem, falta algo importante na verdade. Infelizmente a área que ele falha é a que não havia base no seu ponto de origem nos games, o enredo. O roteiro de Jeremy Clarkson é falho além do aceitável, com diálogos rasos, entretanto isso até dava para relevar num bom filme de ação, o problema é que há muitos furos na história.

De qualquer modo as sequências de ação são pura adrenalina e evitam ao máximo usar efeitos de computação. Se você ignorar os personagens estereótipos ridículos, como o vilão óbvio que só se veste de preto, as cenas de corrida e outros momentos explosivos irão te divertir bastante.

É um filme que você irá prever as reviravoltas a mais de um quilometro de distância e acaba se tornando uma comédia involuntária em alguns momentos, mas quem eu quero enganar? Claro que a história aqui não seria a melhor, podiam ter criado melhores personagens, mas a dedicação foi toda nas corridas e para criar putas cenas de ação sem CG.

Esse filme é besta, contudo ensina “Velozes e Furiosos” como fazer sequências de ação. Vale uma conferida, não sei se na telona, mas uma alugada pelo menos.

Nota: 2,5/5

Trailer de Need for Speed – O  Filme

Compartilhe!Share on Facebook

Facebook

0Tweet about this on Twitter

Twitter

Seja o primeiro a comentar!
 
Deixe uma resposta »

 

Deixe uma resposta