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Crítica: Pearl Jam – Lightning Bolt

by on outubro 16, 2013
 

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Uma das, se não for a, bandas mais influentes da década de noventa finalmente saiu de seu período de hibernação e apresenta um material novo com “Lightning Bolt”. O grupo de rock alternativo/grunge que quebrou todos os recordes nos anos 90 e ficou um tanto fora do mainstream de lá pra cá é formado pelo lendário Eddie Vedder (vocais e guitarra), Jeff Ament (baixo), Mike McCready (guitarra solo), Matt Cameron (baterista dessa banda e do Soundgarden) e Stone Gossard (guitarra rítmica).

Toda banda chega num ponto em que o sucesso ou fracasso de um álbum é medido não pela qualidade do mesmo, e sim por quanto o público já não esta cansado do material. No décimo álbum de Pearl Jam, é possível ver que a fagulha, felizmente, ainda existe, a música presente nessa obra é a mais abrangente possível. Vai das raízes grunge da banda até baladas emotivas, com pitadas de blues, new wave e psicodelia. Tudo está presente nessa nova experiência da banda de Eddie Vedder. E mesmo flertando com tantos estilos, é de algum modo o álbum mais coerente do grupo desde “No Code”. O discurso político, tão comum na historiografia da banda é um tanto ausente aqui, sendo trocado por contos mais pessoais e menos controversos. O que acaba sendo uma boa mudança, nada contra as canções que inflamam debates, mas a banda tinha que largar um pouco esse osso.

O álbum abre com a decidida e energética “Getaway” e segue com a pegada punk de “Mind Your Manners” antes de mudar o ritmo com o hino “Sirens”. Alguns sons lembram a densidade eclética do terceiro álbum “Vitalogy”, já outros, como “Swalloed Whole”, uma leitura moderna da saudosa “Pure and Easy” do The Who, arrebentam no solo e demonstram uma vitalidade ausente em muitas bandas atuais. “Lightning Bolt”, como quase todo álbum, tem aquelas canções que não chegam a lugar nenhum, como “Future Days” e “Sleeping by Myself”, mas no geral o saldo é positivo. Essa obra mostra tudo que a banda aprendeu ao longo dos anos, são canções que clamam para serem tocadas ao vivo, e mesmo as piores não passam sensação de encheção de linguiça. Pearl Jam demonstra que não apenas esta vivo, como ainda senta o cacete.

Nota: 4/5

Uma palinha do álbum fodaraço, fique com a épica “Getaway”

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