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CRÍTICA – THE LEGEND OF ZELDA: A LINK BETWEEN WORLDS (3DS)

by on novembro 19, 2013
 

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Sempre haverá um garoto, uma garota e um homem meio porco, meio demônio. Sempre haverá triângulos mágicos conhecidos como Triforce. Sempre haverá abuso com as galinhas. E o resto? Tem que ser sempre igual?

Fazer uma continuação direta de um dos mais aclamados capítulos da saga Zelda não é missão para qualquer um.  A Link to the Past, o lendário game que agraciou o Super Nintendo 22 anos atrás esta no top cinco de qualquer fã da série. Mas nada tema, mais uma vez a Big N presenteia os fãs com uma aventura inesquecível no mundo de Hyrule. A Link Between Worlds pega os pontos fortes dos clássicos 2D de Zelda, adiciona novidades, muitos elementos de puzzle e a tradicional qualidade sonora, musical e visual pela qual a série é conhecida.

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A nova vilã, Yuga contra um novo Link (não é o mesmo herói de A Link to the Past, apesar de o mundo ser o mesmo)

O enredo parece simplório a principio, mas não se engane, esse jogo tem suas cartas na manga. De qualquer modo, a jornada tem seu principio quando os cidadões de Hyrule são capturados por uma maga chamada Yuga, que tem inspirações em se tornar o mal supremo e conquistar o mundo, uma quinta-feira típica no mundo de Zelda. Para impedi-la, um garoto trajando um pijama verde deve encontrar sua coragem interior para deter essa grande ameaça. Nenhuma supressa até aqui né? Calma jovem gafanhoto, isso é apenas o começo. Apesar de a história ser bem linear pela maior parte do game, as revelações sobre os personagens e os plot twists (viradas/revelações do roteiro) vão te surpreender no final das contas. Tem que ter paciência, mas acredite, a narrativa tem seus momentos de muita originalidade apesar de ter um grande pé no tradicional. Ah, é bom salientar (li o dicionário hoje) meu capitão, ou capitã, que de linear apenas a história, pois a exploração do mundo e encarar as masmorras são outros quinhentos.

Para aqueles familiarizados com o clássico do SNES, A Link to the Past, que jogo foda, A Link Between Worlds tem nostalgia transbordando da telinha, ainda mais se o 3D estiver ligado. Tudo isso num visual cartunesco e muito bonito. E um frame rate constante, nada de slow downs ou pequenas travadas nessa maravilha portátil. É um deleite visitar novamente as lojas na Kakariko Village, ficar perdidão em Lost Woods e viajar entre as fendas dimensionais de Hyrule (que seria equivalente ao mundo da luz) e Lorule (o que seria o “dark world” nesse jogo), para então explorar as 10 dungeons desse game.  Fica um pouco o sentimento que poderia haver mais áreas novas, e algumas coisas não são segredos para quem jogou o game do Super Nintendo. Entretanto a mãe do Mario acertou em focar mais nos puzzles e desafios dessa vez, apesar de não termos tantas novidades no quesito de locais, o jogo é mega criativo na hora de instigar a sua mente. Vale o aviso que não é preciso ter jogado A Link to the Past para curtir/entender esse jogo.

Certo, familiaridade é algo constante nesse rpg de ação, todavia muitas mudanças foram feitas no modo em que você encara as dungeons. O primeiro calabouço é obrigatório, depois você pode optar entre o segundo e o terceiro. Após completar esses locais, meu amigo, o mundo é sua ostra, escolha qualquer, eu disse qualquer, das dungeons posteriores na ordem que lhe agrade. É uma bela referência ao jogo original do Nintendinho, Legend of Zelda, e traz uma agradável quebra da formula de encarar as masmorras numa ordem pré-determinada, algo que havia deixado a sério meio travada há muito tempo. E tudo isso é graças ao misterioso Ravio. Esse manolo tem uma lojinha bacanuda onde você pode alugar todos os itens mais marcantes da série, como o arco e flecha, bombas (as flechas e bombas agora são ilimitados em quantidade, mas possuem uma barra que limitam o abuso dos mesmos, entretanto é só esperar essa barrinha encher e pode-se usar a vontade esses itens), bumerangue, bastão do tornada e muitos outros. Finalmente há um bom motivo para acumular rupees nessa franquia. Comparado com outros games da série, “adquirir” todos os itens é algo quase imediato, um elemento novo e que abre bastante a exploração do mundo. Não fique bolado por ter que alugar os itens, pois mais pra frente do game, por uma boa quantidade de rupees, você poderá comprar o item que mais curte e não perdê-lo jamais caso morra. Sem contar que quando se compra um item há quests que permitem dar upgrades no mesmo. Mas existem outros equipamentos muito interessantes espalhados por aí, inclusive túnicas escondidas nas masmorras, por isso fique de olho aberto.

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Todas as armas que podem ser alugadas, e posteriormente compradas, com Ravio

Uma adição bacana é o sistema de viagem rápida, o Fast Travel em inglês. Durante suas façanhas em Hyrule, de vez em quando Link irá esbarrar com uma bruxa chamada Irene. Ela irá te oferecer um help desbloqueando o sitema de Fast Travel para você, cabra. Depois de esbarrar com a dona, qualquer local para salvar o jogo que tu encontrar, que nesse game são os cata-ventos em forma de pássaros, vão se tornar pontos de teletransporte para Link usar e abusar. O Fast Travel também funfa entre Hyrule e Lorule, é a Nintendo facilitando a exploração do jogo, não o forçando ficar indo e voltando de áreas que você já desbravou totalmente.

E agora vamos falar das tão faladas dungeons. Elas são surpreendentemente diferentes de qualquer coisa já vista na franquia, sem contar que são desafiantes e empolgantes. As primeiras, como de costume, são curtinhas e mamão com açúcar, levam apenas uns 20 minutos, cada, para você completa-las. São apenas pra você pegar o jeitão do game.  Depois você verá que cada dungeon é focada em uma arma de Link, e raramente você terá de utilizar mais de um dos equipamentos do hyruliano. Uma limitação por conta do sistema de aluguel de itens, contudo o jogo compensa com sua incrível e única habilidade de transformação para inovar nos desafios.

No começo da história, o protagonista ganha um bracelete que dá o poder de se “achatar”, virar 2D, nas paredes, como se fosse uma pintura, permitindo que ele se mova horizontalmente, passe por rachaduras e plataformas. A nova mecânica mistura-se perfeitamente com o aspecto de exploração da série, que nunca esteve tão vivo quanto nesse título, e é de fácil entendimento e muito divertido de usar. Logo, logo você estará mudando de forma o tempo todo e explorando todos os cantos das masmorras e do mundo em busca de tesouros escondidos. Sem contar que essa habilidade é imprescindível para completar os quebra cabeças, que irão fazer você suar, ou algo parecido.  Mesmo se tu for um veterano na série, se prepare para travar em alguns desafios, dessa vez a Nintendo caprichou nos puzzles.

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A Big N não se esqueceu de que um jogo de Zelda não é feito apenas de salvar a princesa, a do título, e o mundo. A Link Between Worlds é recheado de minigames, missões paralelas e um intenso combate entre jogadores via Street Pass, melhor explicar esse último. A função de Street Pass desse jogo permite você mandar um Link para o mundo dos outros jogadores, onde ele se torna um Dark Link (uuu). Quem receber essa visita poderá desafia-lo numa arena em troca de rupees. Não é um versus de jogador contra jogador, mas é divertido customizar seu Link que irá desafiar outros jogadores por aí, e quanto mais poderosos os itens que o Dark Link tiver equipado, maior será a recompensa por derrota-lo.  Quem gosta de colecionar não ficará decepcionado, pois você poderá tentar conseguir todos os pedaços de corações, para ter uma super barra de vida/energia e também pode optar por achar os 100 bebês da mamãe Maimai, e acredite essa árdua tarefa da uma bela recompensa. E qual seria o prêmio? Upgrade de seus itens a cada certo número de bebês lulas, não o do PT, recuperado.

O retorno da série a perspectiva isométrica foi feita com muito esmero. É o game que utiliza melhor o efeito de 3D do portátil da Big N. Normalmente não me importo em ligar a alavanca do 3D no meu 3DS, mas nessa jornada vale a pena ver a beleza desse mundo em todas as dimensões. Sem contar que o efeito 3D ajuda, e muito, entender o design das dungeons divididas em vários níveis.  O jogo é muito bonito e tudo mais, mas a cereja do bolo é a música. A música de Zelda sempre foi algo espetacular, para se ouvir até longe do jogo, e a Nintendo caprichou nas versões orquestradas das melodias, tanto as clássicas como as novas. É para fazer um marmanjo chorar.

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Esse é um game que vai te trazer de volta ao rico mundo de A Link to the Past, tendo uma jogabilidade muito similar e um mundo quase igual. Mas muito mais do que a nostalgia esse jogo traz de volta o sentimento de ter prazer em desbravar um jogo, completar os desafios não por causa de um achievement/troféu, mas sim para chegar ao final dessa épica jornada. A Link Between Worlds é a ponte entre a nostalgia e a inovação, é um jogo que honra o passado e ao mesmo tempo presa pela inovação. O resultado dessa combinação mágica é um game que não pega na sua mão, tem uma dificuldade adequada, dura cerca de 20 horas e é o melhor Zelda da última década.  É uma aventura que todo dono de 3DS tem o dever de experimentar.

Nota: 5/5

Trailer de A Link Between Worlds

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comentários
 
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  • Fernando
    novembro 12, 2015 at 11:43 pm

    Muito massa esse jogo
    , sou super fan do título A Link To The Past ! pra min foi o melhor até hoje e acompanho a todos os títulos !
    É A Link Between Worlds me trouxe arrepios e calafrios espetacular em vários sentidos !!

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