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Crítica – V (Maroon 5, 2014)

by on setembro 4, 2014
 

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Maroon 5 hoje em dia está mais para uma banda pop do que uma banda de rock. Não que isso seja uma coisa ruim, mas será que Adam Levine e sua trupe conseguem manter a qualidade de antigamente, do saudoso Songs for Jane? Bem, quando uma banda começa a lançar suas músicas através de propagandas (a música “Animals” foi apresentada em uma campanha da Kia Souls) dá para argumentar que o grupo realmente se vendeu. Mas ainda há um pouco de rock no meio do eletrônico desse quinto álbum, chamado literalmente de V?

O single que antecedeu V e é um dos carros chefes da obra, “Maps”, resume bem a fórmula que garante a presença de Maroon 5 nas rádios. O falsete flexível de Levine é o principal destaque dessa música, que ainda tem uma pegada dançante a lá Daft Punk. É grudenta, com uma letra simples, mas que funciona. O marketing tentou de tudo quanto é jeito fazer “Animals” emplacar, porém essa música é uma das mais genéricas desse novo trabalho do Maroon 5. Depois de ouvir suas batidas eletrônicas sem personalidade, fica aquela sensação de indiferença. “In Your Pocket” possui uma bizarra letra que celebra tarados perseguidores, mesmo assim o dubstep e o refrão tornam essa uma música estranha, se você não pensar muito, ok.

“Animals” é o que acontece quando a publicidade influência demais no meio musical

“Sugar” e “Feelings” são mais felizes que as já citadas e injetam uma batida funk e uma viagem nostálgica aos anos 80, com uma puta influência de Stevie Wonder nessas composições. “Leaving California” é divertida e lembra o hit da banda Fun “We Are Young”.

V não gruda suas letras como o último álbum, Overexposed, querendo ou não, fazia. E nem possui a qualidade dos dois discos iniciais da banda. É um pop-rock que não ofende, contudo não marca. Sr. Levine possui um ótimo vocal, entretanto não o utiliza em toda sua capacidade. E para piorar, por que o uso excessivo do auto-tune? O vocalista e líder da banda consegue alcançar várias notas, e mesmo que seja por “razões artísticas” há limites na interferência digital. O uso excessivo do auto-tune mais incomoda do que ajuda.

Maps é uma das melhorzinhas do álbum. O que mostra que não há muita coisa aqui. Bem, há muito auto-tune com certeza…

Resumindo, não foi dessa vez que Adam Levine e sua turma voltaram aos dias de glória. Esse disco não bate na mãe de ninguém, contudo não é algo para presentear o outro ou a si mesmo. V é a prova definitiva de porque a maioria das pessoas não conseguem se lembrar de uma música atual do Maroon 5, mesmo depois de ter passado apenas 10 segundos de tê-la escutado. É um disco com músicas passáveis, outras nem tanto, mas nenhuma que você escutará anos depois.

Nota: 2.5 Stars (2.5 / 5)

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