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Os melhores filmes de ação dos anos 80

by on outubro 10, 2014
 

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Os anos 80 foram à década dos filmes de ação. Uma grande quantidade de títulos que influenciaram esse gênero saiu nesse período. Resolvi então escolher apenas quatro (e um extra) entre tantos que foram especialmente marcantes e importantes e que, apesar dos anos, continuam chutando bundas. Confira alguns astros que se tornaram verdadeiros reis dos filmes de ação, como Schwarzenegger e Bruce Willis. Destaco que não selecionei nenhuma continuação, somente os primeiros filmes de cada franquia. Advertência, vários dos filmes abaixo contém estereótipos de terroristas estrangeiros, drogas, mulheres em perigo, ex-veteranos de guerras e outros clichês batidos.

Duro de Matar (Die Hard -1988)

Considerado por muitos o melhor filme de ação já feito, Duro de Matar é realmente um sério candidato ao título. O longa consegue sintetizar tudo que um filme desse gênero precisa da melhor forma possível. Tendo um equilíbrio em conciliar cenas de ação da melhor qualidade com frases feitas e uma ótima história, cheia de boas sacadas– quem imaginaria que uma conversa dentro do avião repercutiria em pés cheios de cacos de vidro? Tudo isso executado por um elenco de primeira (dizem que originalmente o roteiro era uma continuação de Comando para Matar, entretanto Schwarzenegger não se interessou). E o melhor de tudo, Duro de Matar é um filme natalino… ok, não um natalino convencional, mas certeza um natal inesquecível e com uma metralhadora – I have a machine gun ho ho ho. No mais, Yippie-Kai-Yay Mother fucker.

Robocop – O Policial do Futuro (RoboCop -1987)

Apesar do filme de Verhoven se enquadrar dentro do gênero de ação, Robocop tem toda uma composição diferenciada, combinando harmonicamente diversos elementos formando uma obra única. A ambientação futurista com um toque de cyberpunk de uma Detroid assolada pelo crime cria uma atmosfera de extrema violência, com direito a cenas fortes que vão desde uma brutal e sádica execução até um banho de ácido. A forma narrativa também de destaca, ao desenvolver todos os personagens, seus objetivos e intenções estabelecendo uma crível rede de conexões entre os núcleos, além é claro de usar de artifícios como comerciais de TV e telejornais para compor um background para a trama. Isso sem contar uma rápida composição sobre a dualidade de Murphy, que ao mesmo tempo em que segue diretriz como um robô, tem também resquícios de memória de sua antiga vida. Não sei você, mas eu pagaria bem mais de um dólar por isso (I’d buy that for a dollar!).

O Exterminador do Futuro (The Terminator – 1984)

Dentre os filmes selecionados, Exterminador do Futuro é aquele com mais elementos de ficção científica. A trama tem como início uma viagem no tempo – algo sempre complicado pelas inconsistências inerentes ao tema – e que acabam gerando alguns loopings temporais no longa.  Entretanto o filme acaba se tornando um thriller que acompanha a intensa fuga de Sarah Connor e Kyle Reese, perseguidos por nada menos que o quase imparável robô T-800.  Interpretado por Schwarzenegger, o robô assassino vindo de um futuro dominado pelas máquinas, era inteligente, forte e extremamente resistente, além de possuir o um assustador visual. Vale também lembrar que de todos os filmes citados, o Exterminador do Futuro é sem dúvida o que teve a melhor sequência – I’ll be back – sendo considerado por muitos inclusive melhor que o original (mas depois de Exterminador 2, pode desconsiderar qualquer outro filme da franquia).

O Predador (The Predator – 1987)

O começo de Predador segue uma trama no melhor estilo Rambo de ser, para depois entrar na batalha pela sobrevivência contra um dos mais temíveis alienígenas do cinema em uma densa e isolada floresta. A história e simples e direta, o destaque fica pelo grupo de soldados liderado por Schwarzenegger e pelo predador alienígena. A composição de uma equipe tão heterogênea e estereotipada – que lembra mais personagens do desenho Comandos em Ação – torna suas participações marcantes, mesmo quando possuem pouco tempo na tela. Porém, o diferencial do longa fica abordagem sobre a criatura, usando de recursos como a câmera térmica representando o ponto de vista dela e sua aparência constantemente camuflada pela invisibilidade, aumentam progressivamente a tensão e a expectativa do público, conseguindo transmitir exatamente a sensação de estar sendo caçado. Guardando somente para o final a revelação completa sobre a aparência do Predador – You’re One Ugly Motherfucker!

Extra: Comando para Matar (Commando – 1985)

Comando para Matar é o perfeito exemplo do filme de ação dos anos 80 de origem. O longa segue a fórmula básica comum do gênero, entretanto comparado com outros dos filmes listados, ele é ainda mais exagerado e caricato. Com cenas de ação nas quais Schwarzenegger deve dizimar sozinho hordas de inimigos e realizar muitas explosões no processo (algumas delas em maquetes bem vagabundas) sem sequer levar um tiro. Tudo isso sem contar os diálogos e atuações impagáveis e também um vilão que parece mais o Freddie Mercury (let out some steam Bennett), ‘Comando’ se torna um filme memorável, talvez não pelos motivos esperados, mas o que vale é o resultado final, certo? – don’t disturb my friend, he’s dead tired. E só para finalizar, um dos roteiristas do filme foi Jeph Loeb, famoso escritor de diversas HQs.

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