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Review: Metal Gear Rising

by on setembro 24, 2013
 

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Desde o início de Metal Gear Rising Revengeance, fica evidente que o jogo é bem diferente dos demais da série. Então se você é um jogador purista da série clássica aceite isso ou nem passe perto desse jogo.

Metal_Gear_Rising_Cover

O projeto inicial foi mostrado pela primeira vez na E3 2009, e sob o desenvolvimento Kojima Productions. Durante os primeiros vídeos pouco conteúdo do jogo propriamente dito foi visto, mas já focava no combate com espada e no modo Zandatsu. Apesar dessas semelhanças com a versão final o jogo parecia ter um foco mais contido e próximo da série tradicional. Porém em Dezembro de 2011, foi confirmada a transferência do desenvolvimento para a Platinum Games, que se ofereceu para assumir o projeto, já que o mesmo estava praticamente sendo cancelado pela Konami, que alegava não estar conseguindo conciliar a ação e a espionagem.

A história se passa vários anos após MGS4, em um mundo que ainda reflete os eventos decorridos do programa Sons of Patriots. Raiden (o controvertido protagonista do MGS2) e sua equipe, a Maverick Enterprise, estavam atuando em projetos de pacificação na África do Sul, se veem envolvidos por uma série de eventos terroristas realizados pela a organização Desperado Enterprises, que deseja manter o mercado da guerra para favorecimento próprio, porém as extensões dessas ações e seus planos são bem maiores do que a inicialmente visto.

Comprada com qualquer outra história da série essa é bem simples, direta e despretensiosa, sendo facilmente esquecível como um todo, exceto talvez pelos momentos de vergonha alheia, que estão sempre aparecendo. O enredo de segundo plano se torna indulgente, sendo tratada até pelo próprio Kojima como um spin off dentro do universo Metal Gear.

 Já sobre a jogabilidade, espere maior familiaridade com os outros jogos da Platinum, como Vanquish e Bayonetta, do que com qualquer Metal Gear. A ação é frenética e insana, acontecendo a quase todo momento, exigindo combos rápidos, alguns quick time event e para finalizar o modo de corte Zendatsu (modo katana) – que permite ao cortar livremente os adversários em diversas partes, através do controle de ângulos dos golpes realizados com a espada em câmera lenta.

METALGEARRISING6

 Com tudo isso não sobrou muito espaço para a espionagem tática, essa até existe, mas pelo menos a meu ver não se encaixam com as mecânicas básicas de movimentação e golpes, ficando bem esquecida na maior parte do tempo.

Também sobre o combate há algumas peculiaridades, o jogo recompensa a ação defensiva e evasiva, sendo essencial domina-las para vencer a maioria das lutas, inclusive contra os chefes, que exigem estratégias bem interessantes (como cortar corretamente um escudo cheio de c4s).

Tive alguns problemas com a câmera, chegando a prejudicar o combate, e também senti a falta de um sistema de mira mais preciso, mas provavelmente não colocaram por causa da ação rápida.

Graficamente o jogo é excelente com personagens bem detalhados e modelados, só os cenários que são bem sem graça, com um level design nada criativo, cheio de corredores e áreas amplas sem muitos objetos e com interação limitada.

Finalizando, achei o jogo muito bom, destacando o modo katana, que é o grande diferencial, pois é algo realmente inovador e satisfatório de se executar, não importando quantas vezes seja realizado. Terminei em pouco menos de 6 horas, contudo até tem elementos que motivem uma segunda jogada, como outros níveis de dificuldade e missões VR.

Pelo que parece depois que o projeto passou para a Platinum, essa teve carta branca para realiza-lo do modo que quisesse, e algumas liberdades, para não dizer exageros, são evidentes, mesmo para o padrão Metal Gear. Fica a sensação que se removessem o título e o Raiden do jogo, poderia se passar por um ninja cibernético genérico sem maiores problemas.

Uma versão para PC foi confirmada em julho desse ano, porém nem no site oficial há mais informações sobre essa versão.

Nota: 8/10

P.S – Dizem que no estágio inicial de criação, o Hideo Kojima queria que o personagem principal fosse o Gray Fox (o ninja do MGS1), entretanto vários membros da equipe insistiram no nome de Raiden, por esse ser um personagem recente da franquia e para tentar reconstruir a imagem do mesmo depois das críticas sofridas no MGS2.

Vídeo do que era para ser Metal Gear Rising:

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