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A história real que inspirou “Up – Altas Aventuras”

by on abril 1, 2014
 

Como se esquecer de “Up – Altas Aventuras” (2009)? A décima animação da Pixar marcou a vida de muitos, jovens e adultos, e é considerada uma das maiores obras do estúdio. Esse simpático longa conta a tocante história de Carl Fredricksen, um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida e saudosa Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante voo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre sonharam em morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell, um jovem escoteiro de 8 anos. A partir daí são altas aventuras, com adição até de um cachorro falante. Ah, a magia da Pixar nunca falha. Quer dizer, quase nunca. Carros. A franquia Carros é uma grande falha.

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A lendária casa que resistiu as mudanças do tempo.

Em 2009, a Pixar contou a história desse velhote teimoso que não queria deixar a sua casa. E a arte voltou a imitar a vida. Up inspirou-se na história de Edith Macefield, que rejeitou todas as ofertas para vender a sua casa em Ballard, Seattle. Edith Macefield nasceu no Oregon, no ano de 1921. Viveu na Inglaterra, ajudou órfãos durante a Segunda Guerra Mundial e dizia que tinha sido espiã na Alemanha. Uma vida atribulada. Em 1965, Edith regressou aos Estados Unidos quando a mãe ficou muito doente. Em 2006, quando tinha 85 anos, Edith foi contatada por uma construtora que tinha conseguido comprar todos os lotes, exceto o dela, para erguer naquele local um centro comercial. Foi feita uma oferta de um milhão de dólares, que também foi rejeitada por Macefield. O responsável pela construção, Barry Martin, tentou convencer a idosa e avisou-a que as obras iam começar e o barulho seria insuportável. Edith respondeu: “Passei pela II Guerra Mundial, o barulho não me incomoda”.

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Foto de Edith quando jovem

Ela faleceu em 2008, mas a casa continua de pé! Ela deixou a propriedade aos cuidados do chefe de construção do prédio, sim, Barry Martin, que virou amigo dela ao longo do tempo. Barry cuidou dela em seus últimos anos. Um dia, Barry Martin perguntou-lhe porque motivo ela não queria vender a casa e Edith explicou: “Não preciso do dinheiro. O dinheiro não significa nada para mim. Esta é a minha casa. A minha mãe morreu aqui, neste sofá. Eu voltei da Inglaterra para os Estados Unidos para cuidar dela. Ela fez-me prometer que eu a deixaria morrer em casa, e não num asilo. Cumpri a minha promessa e é aqui onde quero morrer também, na minha própria casa, neste sofá”. O chefe de construção manteve a bela casinha inteira para honrar a memória e bravura de Edith.

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A casa real a esquerda e a casa do desenho Up a direita

Fotos da casa: John Barnes

comentários
 
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  • John Barnes
    novembro 21, 2015 at 7:37 pm

    La imagen de la casa de Edith Macefield es mi imagen y se está utilizando sin mi permiso. Por favor, contacte conmigo acerca de la utilización de esta imagen. gracias

    John Barnes

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  • henrique
    julho 5, 2018 at 2:02 am

    Parei de ler essa bosta de blog no momento em que surgiu a frase “a franquia carros é uma grande falha”. Vê se para de viajar antes de sair bostejando pela internet, pelo amor de Walt Disney.

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