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Crítica – Child of Light (Wii U/PS4/XboxOne/360/PS3/PC)

by on maio 2, 2014
 

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Whoooooaaaa Sweet Child O´ Liiiiight!

Já começamos mal a “crítica” não? Sem enrolação, ótimo jogo e é bom ver a Ubisoft investindo numa obra original, sendo que essa empresa é uma das poucas hoje em dia arrisca em algo fora de franquias (claro que pra contrabalancear eles sempre lançam um Assassin´s Creed a cada sete meses). Com um gráfico impressionante e trilha igualmente foda, essa é uma jornada que vale a pena embarcar.  E nos próximos parágrafos vamos explanar o porquê.

Essa produção da Ubisoft Montreal pode ser descrita como charmosa e caprichosa, palavras raras em produções de grandes estúdios e mais comuns para os títulos indies. Nesse game acompanhamos o conto de uma princesa perdida que parte em uma jornada desesperada contra a escuridão e, assim, achar seu caminho de volta para casa e sua família.  Essa é a saga da princesa Aurora que tem de encarar os perigosos que se encontram no fantástico reino Lemuria. Para completar essa missão a jovem precisará da ajuda do Sol, das Estrelas e da Lua para derrotar a terrível Rainha Umbra. É a velha história da luz contra as sombras, mas com seus pormenores de originalidade que dão o toque especial a esse jogo. Logo de cara você terá um parceiro chamado Igniculus. Esse companheiro é indispensável nos momentos de plataforma e de RPG do game. Sim, esse é um hibrido de ambos os gêneros, mais focado no lado de RPG. Igniculus tem mil utilidades, como iluminar seu caminho na escuridão ou até mesmo cegar os adversários para que você passe por eles sorrateiramente.

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Além de RPG há um elemento de plataforma no game. Adicione isso com os cenários fodásticos e temos uma experiência única.

Child of Light é um jogo que vai te deixar boquiaberto com o visual, usando a mesma engine do belo Rayman Legends (a incrível UbiArt Framework), mas com uma direção de arte superior a desse, que, por sinal, já era um jogo belo. Em Child of Light você irá navegar por um mundo 2D com muita personalidade que parece ter saído de um conto de fadas, é tudo feito em aquarela, o que torna tudo parecido com uma pintura. O design dos personagens também é bem inovador, pena que não há uma grande variedade de inimigos. Não se pode acertar em tudo.

A plataforma entra em questão quando você está explorando as várias partes de Lemuria. É algo simples de controlar, sem grandes desafios, contudo é bom que esteja no jogo pois é divertido e fornece mais variedade para o mesmo.  Seja viajando por cavernas escuras cheias de espinhos ou indo até os céus graças aos ventos uivantes, Lemuria nunca é entendiante. Conhecer novos companheiros e NPC´s são normalmente missões pararelas (side quests) divertidas. Os puzzles, coletar Confessions e itens dão uma incrementada na diversidade do jogo e aumentam o tempo de jogantina consideravelmente.

O verdadeiro desafio e diversão do jogo estão no combate, feito no tradicional esquema de turnos dos RPGs clássicos. Aqui as ações são divididas em “waiting” (esperando) e “casting” (conjurando), cabe ao jogador a tarefa de coordenar bem seus ataques e mudar os membros da equipe na hora certa para tirar o maior proveito do combate. Só são dois combatentes em campo na sua equipe, então planeje bem suas táticas e lembre-se que escolher o momento para as ações, o famoso timing, é tudo em Child of Light. O desafio nessa obra não é dos maiores, contudo não quer dizer que você não irá se divertir com a jornada.

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O combate é simples mas divertido. Lembra os JRPGS antigos.

Subir de nível nesse game é bem simples e sem muito desafio. Esse jogo não exige que você fique combatendo criaturas fora da história principal a esmo, o famoso griding/upar. A cada 3 ou 4 combates você irá subir de nível, então a todo momento você estará escolhendo habilidades para seus personagens.  Fiquem espertos em adquirir Oculi, joias preciosas que servem para turbinar e proteger os membros da sua equipe. Você pode até mesmo combinar essas belezinhas para criar versões mais poderosas das mesmas.

Quanto mais você joga esse game mais você fica envolvido com o mundo e a história dele, mesmo não tendo a narrativa mais complexa, o que temos aqui é feito de forma competente. Não há muito dialogo, a história é quase toda contada por uma narradora, algo que fortalece ainda mais o clima de fábula da história. O ritmo da narrativa é muito bom, esse não é um game que te cansa. É provável que se tu curtir o que ver, irá chegar até o fim da jornada.

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Poucos jogos inovam tanto no visual como em Child of Light. A direção de arte desse jogo é de primeira.

Child of Light vai satisfazer quase todos os fãs de RPG clássicos. Claro que os mais hardcore vão reclamar da falta de dificuldade, para esses sugiro já começar no hard, mas o pacote aqui oferecido é tão bem feito que acredito que quem curte o gênero irá aproveitar bem o game. Child of Light é um belo esforço da Ubisoft Montreal e uma grande adição ao portfólio variado dessa empresa.

Esse experimento é um sucesso e espero que gere mais crias. É um produto com atmosfera, personalidade e coragem de abordar áreas não muito vistas nos games atuais. Espero que seja um sucesso financeiro. Um puta obrigado a Ubisoft por fazer algo realmente diferente. Sério, por 15 doletas , ter umas 11-12 horas de duração é mais que justo pelo produto oferecido. Esse é uma game que comprova que video games são uma forma de arte. Não deixe de conferir.

 Nota: 4/5

Trailer de Child of Light

Versão testada foi a de Wii U. Também disponível para PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One e PC.

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