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Crítica de filme – Divergente (2014)

by on abril 14, 2014
 

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A mania do momento é adaptar livros para jovens adultos (na verdade adolescentes que querem ser adultos) para as telonas. E depois do sucesso que foi Jogos Vorazes, por que não pegar um livro similar? Prepare-se para embarcar em Divergente (Divergent no original), um mundo onde as pessoas vivem em facções, cinco para ser exato, e essas são divididas em virtudes únicas. Tris Prior (Shailene Woodley) descobre que ela é uma Divergente, alguém que não é definido por uma só característica como o resto de sua sociedade e obviamente não se encaixa em seu mundo. A jovem descobre que há uma trama para eliminar qualquer Divergente, então Tris se une ao misterioso Quatro (Theo James), e juntos eles vão viver um roman… Err, irão descobrir o que torna os Divergentes tão perigosos para aquela sociedade distópica.

Divergente é Harry Potter em tempos distópicos, ou seja, um mundo totalitário e opressivo com um toque diferente. Por exemplo, ao invés de Grifinória temos a fação da Audácia, que possuem a tendência de buscar a adrenalina.  O filme tem boas atuações, principalmente da protagonista Shailene Woodley. Se alguém deixa a peteca cair é a veterana grávida de cinco meses, durante a gravação do filme, Kate Winslet, que parece estar no automático durante o longa. Woodley é uma atriz que ainda vai dar o que falar, sua atuação em Os Descendentes (2011) é memorável e aqui ela também faz um bom trabalho. Contudo, a história a seu redor não proporciona muito para a atriz aprofundar. Os conflitos são os velhos clichés de sempre, bullying com os mais fracos e romance adolescente. É um Jogos Vorazes sem sal, sem emoção.

As cenas de ação são adequadas e os efeitos especiais não são exagerados. Todo filme adaptado de um livro sofre modificações, e nesse caso não foi diferente. Entretanto as mudanças, em minha opinião foram fúteis, principalmente o final. É completamente diferente do livro e é corrido demais, tudo para deixar o filme com uma ponta gigante para o próximo, o famoso cliffhanger. Um desperdício.

Para ser sincero meu maior problema com o filme é como ele é lento. No livro, apesar de eu preferir mil vezes a saga Jogos Vorazes (acho que isso ficou claro), as situações desenvolvem com fluidez e velocidade. Aqui a maior parte do filme é focado nos testes, o que poderia ser até feito de maneira intrigante mas falta, novamente, emoção. Essa é uma produção que parece ter sido feito as pressas apenas para embarcar na onda de adaptações de livros “young adults”. Quando o filme passa da escolha de fações ele até melhora, pena que por pouco tempo, pois como já dito, o desfecho é de doer.

É um filme difícil de recomendar se você não for um fã dos livros. Já pensando em ser uma trilogia, essa saga começa com o pé esquerdo nos cinemas, deixando muitas coisas para depois. Se você tem que ver uma saga para jovens adaptada de livros de sucesso, melhor esperar por O Doador (crítica do livro aqui) que sai para o final do ano. Essa esta com mais tempo de produção, então tem chance de ser mais caprichada.

Nota: 2/5

Ps.: É estranho ver Shailene Woodley e Ansel Elgort serem irmãos nesse filme e ver os dois se pegando no trailer de A Culpa é das Estrelas, não? Bem isso é Hollywood, vida de ator é assim.

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