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Crítica Literária – O Chamado do Cuco (J.K. Rowling, autora de Harry Potter, 2014)

by on julho 11, 2014
 

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Com a mesma agradável leitura que faz o leitor se perder no universo da obra de Harry Potter, J.K. Rowling, sob o pseudônimo de Robert Galbraith, em “O Chamado do Cuco”, um romance policial, nos conta a investigação da morte da modelo Lula Landry e todos os mistérios em torno de sua vida. Cormoran Strike e sua secretária Robin formam uma dupla improvável porém eficiente e procuram investigar a fundo tudo o que rodeia o suposto suicídio de Lula. Contatado pelo irmão da modelo, Strike se envereda por Londres, no mundo dos ricos e famosos e também nos do não tão abastados assim para rever este caso que irá salvar as suas finanças.

O personagem do detetive, Cormoran Strike, nos deixa comovidos com a sua tragédia na vida pessoal ao mesmo tempo que admirados com sua capacidade de obter informações das pessoas. Ele é fisicamente desajeitado, muito grande, robusto e com um ferimento de guerra. Robin, sua secretária, impressiona não só por ser extremamente pró-ativa com as suas funções mas também por ter uma participação importante na investigação. Ela não apenas providencia café e biscotios, antes inexistentes no escritório, para os clientes como também tem um talento para encontrar informações e para participar de disfarces inusitados.

Durante a investigação conhecemos personagens de diferentes classes sociais e personalidades. Temos o casal de vizinhos escandaloso, que só querem aparecer, gritar e adular celebridades, o porteiro correto e tranquilo com seu trabalho e o ex-motorista da modelo Lula, aspirante a ator que quer se aproximar dos moradores do prédio de Lula Landry. E claro, temos o irmão da modelo, John Bristow, inseguro porém desconfiado e amoroso com a irmã o suficiente para procurar investigar mais sobre sua morte. Advogado de uma grande firma de direito de família de Londres, ele tem contatos com pessoas da alta roda, porém seus métodos diferem um pouco do de Strike, o que gera alguns momentos de desconforto social divertidos na história.

A narrativa de Rowling detalha os ambientes e os personangens de tal forma que não chega a ser descritiva demais, nos deixando livre para imaginar o que desejamos. Ao mesmo tempo que você compreende exatamente o que a autora deseja transmitir. J.K. Rowling sugere e nos dá a capacidade de rapidamente preencher o que falta com nossa imaginação. Isso é um dos fatores mais atraentes em sua obra. Um aspecto negativo, forçando a barra, é que a investigação demora um pouco para começar, mas nada que prejudique a obra.

A descrição de Londres nos faz passear por ela e a diferença entre as partes mais ricas da cidade e as mais pobres fica bastante clara. A atmosfera de uma cidade tão antiga consegue ser passada na obra, com todas as suas nuances, qualidades e defeitos. Desde a butique com vendedoras de figurinos excêntricos até um albergue em uma região duvidosa, os detalhes na medida certa fazem o leitor não querer parar de ler.

A história tem uma ótima fluidez, com capítulos curtos e bons fechamentos. A investigação do caso vai se complicando ao longo do livro e nos deixando curiosos. Strike e Robin são uma dupla cativante, com certeza os dois merecem ter outros casos para nós acompanharmos e nos deliciarmos. Um livro recomendadíssimo ainda mais para quem tem saudade da escrita de J.K. Rowling e quer algo mais maduro que Harry Potter.

Nota: 4 Stars (4 / 5)

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Confira nossas outras análises: Crítica – Sob a Redoma (Livro de Stephen King)Crítica do livro – Battle Royale (Uma das histórias favoritas de Quentin Tarantino)  e para ainda mais críticas, clique AQUI.

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comentários
 
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  • Alicia Jaramillo
    junho 24, 2015 at 3:25 pm

    Os desempenhos de Emma Watson e Daniel Radcliffe em Harry Potter eu amo. Esta é uma das minhas séries favoritas que eu sempre vou lembrar. Alguns dias atrás eu vi o primeiro dos filmes, somente entre o programación HBO y novamente e aproveitar os grandes momentos da fantasia. Se você é um fã como eu, tenho certeza que você vai adorar a minha recomendação.

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