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Crítica: Walking Dead – 5ª temporada (Episódios 1-8)

by on dezembro 3, 2014
 

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A metade da quinta temporada de The Walking Dead, chegou ao seu final no oitavo episódio exibido no último domingo. Será que depois de tanto tempo a série ainda tem gás para manter o nível? Atenção texto com spoilers!!

No final da quarta temporada, a série deixou tudo pronto para o próximo evento que envolveria o grupo de Rick. Do modo que foi dimensionada a extensão do Terminus, tudo levava a crer que essa curta passagem das HQs renderia (entenda-se enrolaria) muito mais no seriado. Contudo logo no primeiro, e excelente,  episódio de estreia dessa temporada (confira a crítica aqui), nos deparamos com um ritmo acelerado e um desenvolvimento rápido dos acontecimentos (algo  pouco comum e sendo um dos pontos mais questionados – e várias vezes com razão – do show). Durando mais dois capítulos, os eventos do grupo de canibais liberados por Gabriel são concluídos,e apesar do que foi dito pelos produtores, mantiveram sim boa parte do  material original das revistas.

Depois disso, nos cinco episódios restantes, a história se divide em três núcleos. O primeiro é formado pelo grupo que  resolve seguir para Washington, mas logo retorna após Eugene revelar que não há uma cura para a epidemia. O grupo de Rick que permanece esperando Carol e Daryl que partiram repentinamente ao encalço do carro que sequestrou Beth – tema explorado pela maior parte do tempo dessa temporada. Essa divisão em núcleos é sempre algo difícil de ser administrada, todavia aqui como os episódios eram praticamente dedicados a apenas um dos grupos por vez e a duração foi relativamente curta, ficou bem distribuída.

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Viu a cena da van? Acho que a física morreu no mundo de WD!

Beth foi levada até Grayd Memorial Hospital. O local é controlado por um grupo de policiais liderados por Dawn Lerner. A intenção deles consiste basicamente em resgatar pessoas fáceis de controlar, para que assim possam executar determinador serviços no hospital sem apresentar resistência e consequentemente problemas. Apesar das limitações e dificuldades os residentes do locam encontram condições reais de proteção e alimentação, mas em contrapartida tem sua liberdade cerceada. Além disso a autoridade dos policiais e o equilibro de poder entre eles é tão tênue que por diversas vezes Dawn tem que fazer vista grossa para atos cometidos por alguns membros de seu time, “aceitando” práticas como como estupros e abusos de poder.

A situação hospital poderia ter sido melhor desenvolvida. A estrutura interna criada é até plausível, porém o modo que o grupo conseguia os suprimentos (munição, gasolina, alimentos e medicamentos), foi retratado rapidamente e sem muita sustentação. Tudo isso fica pior levando em conta uma que o hospital está em uma grande cidade inicial da série, ponto  anteriormente mostrado com uma concentração gigantesca de zumbis. Porém dessa vez, eles apareciam só quando era conveniente para o roteiro.

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Os últimos acontecimentos dessa temporada foram bem interessantes, conseguindo combinar tensão e uma certa dose de realidade (na media do possível) ao mesmo tempo (só acho que o encontro deveria ter ocorrido em local neutro). O desfecho envolvendo a morte de Dawn e Bath, foi bastante questionado por parte dos fãs, mas a meu ver foi acertado. Ao exigir o retorno do seu antigo membro Noah e a quase aceitação imediata do mesmo, serviu para reafirmar o controle e conhecimento que Dawn tinha da situação – que as pessoas ali estavam a mercê, mesmo quando poderiam partir não o faziam por medo de não conseguiram o que tinham ali. Ao praticamente esfregar tal realidade na cara de Bath a mesma reage, selando seu destino, mas ao mesmo tempo desencadeando a ação seguinte e por final o retorno ao status quo. Assim ficamos com a última canção de Bath – referência ao título do capítulo Coda, termo musical usado ao final de uma partitura.

Sendo sucinto, essa temporada até então foi uma das melhores da WD. Certamente alguns problemas ainda aconteceram (viu a cena da van?), todavia o ritmo mais acelerado, várias cenas de ação e arcos mais curtos, porém que acrescentam a trama, acabam compensado. Cabe agora saber o que a série aguarda para seu retorno em fevereiro de 2015.

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