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Fã games: Quando o jogador se torna o desenvolvedor – Parte 2

by on novembro 20, 2014
 

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Na parte anterior falei um pouco dos desafios dos jogos desenvolvidos por fãs e também listei alguns projetos interessantes de famosas franquias da Nintendo. Dessa vez selecionei mais alguns famosos RPGs e outros títulos de peso que infelizmente não chegaram a ver a luz do dia.

Quando comecei a fazer essa postagem sabia que Pokémon, sendo uma das maiores franquias da Nintendo, teria uma grande quantidade de jogos feitos por fãs, porém fiquei surpreso com a quantidade absurda de títulos. Passando rapidamente por alguns desses jogos, fiquei impressionado com a qualidade de alguns deles – a maioria deles usam como base os jogos originais produzidos pela Nintendo, mas a quantidade de conteúdo acionada é gigantesca, o que inclui várias cidades, personagens e até Pokémons novos (“Fakémons”). Alguns que me chamaram a atenção foram: Pokémon Island e Pokémon Zeta/Omicron. Confira a lista com todos esses projetos aqui.

Fugindo da fórmula original da franquia, também encontramos outros projetos que colocam os Pokémons em estilos diferentes, como Pokémon Type: Wild.  Nesse jogo saem os combates no estilo RPG por turnos e os monstros caem na pancadaria no estilo luta um contra um, semelhante à Street Fighter. Vendo esse game, parece que a Bandai Namco teve uma boa base de inspiração para Pokémon Tournament.

Um pedido recorrente entre os fãs de Pokémon é por uma jogo em ambiente 3D seguindo os moldes tradicionais da série. Bem, o jogo Pokémon Generations preenche boa parte dessas exigências, porém em vez do sistema de turnos entra o combate livre, assim como um sistema de exploração. Na verdade todo o jogo seguia bem um estilo adventure e parecia ser algo bem promissor. Contudo, o projeto foi oficialmente cancelado esse ano pelo criador que alegou problemas pessoais.

Provavelmente quando alguém fala de jogos feitos por fãs quase todos se lembram do audacioso Chrono Resurrection. Essa empreitada prometia levar o clássico do Super Nintendo ao mundo 3D. O projeto estava sendo desenvolvido por um grupo que já tinha know how na criação de jogos, pois vários deles já trabalhavam nessa indústria – contendo programadores, animadores, artistas gráficos e compositores. O primeiro trailer e gameplay liberados foram uma enorme surpresa, com uma qualidade gráfica elevadíssima para os padrões da época (1999), além de já ter toda uma estrutura pronta.

Entretanto, logo após o trailer ser liberado, a Square Enix, detentora dos direitos do título, tomou medidas legais para que o projeto fosse encerrado imediatamente. Infelizmente, tudo leva a crer que essa atitude foi meramente visando proteger sua propriedade intelectual, já que de lá pra cá as únicas novidades a respeito da série foram uma versão para Nintendo DS e para celular… Ou seja, os fãs continuarão na vontade de ver algo similar a Chrono Trigger Resurrection.

Assim como Ocarica of Time (visto na parte anterior), o aclamado RPG da Square Enix, Final Fantasy VII de Playstation 1 ganhou uma versão demake para NES. Essa curiosa e improvável versão foi feita por um grupo de programadores chineses, que realizaram todo o trabalho sem fazer nenhum alarde, lançando-o em cartucho para um console equivalente ao NES na China. Para conseguir reunir todo o conteúdo do jogo em um mero cartucho, eles usaram de uma técnica de compactação (na verdade parece que o projeto nasceu exatamente desse desafio). O jogo foi lançado em 2005, todo em mandarim – entretanto não demorou para que fãs da franquia realizassem a tradução para inglês.

O jogo usa dos gráficos e estrutura básica dos Final Fantasy lançados para o NES. Uma diferença “peculiar” fica pelas batalhas aleatórias, que em vez dos inimigos do jogo original o jogador enfrentar cobras, minotauros e cavalos marinhos. Outra mudança fica pela dificuldade elevada do jogo, com constantes e desafiadoras batalhas. Felizmente esse projeto não sofreu nenhum processo pela Square, provavelmente por não saberem de sua existência ou por simplesmente não se importarem com uma versão para um console que já nem é mais comercializado oficialmente. Aproveite, pois aposto que essa será a versão mais próxima de uma remake de FFVII que os fãs conseguiram ter acesso.

Ao que tudo indicava a Konami estava indo na contra mão das demais empresas, ao autorizar um grupo de fãs, conhecidos como The Outer Haven, desenvolvesse um remake para PC, baseado no primeiro Metal Gear de 1987. A única condição imposta era que o jogo não poderia ter fins comerciais.

O projeto ainda estava em processo inicial, porém o grupo tinha metas bem audaciosas, que incluíam refazer totalmente o clássico, inclusive com direito a diálogos e revisão de roteiro – para se adequar melhor ao estilo atual. Tudo ia conforme o planejado, todavia a Konami voltou atrás em sua decisão e exigiu o cancelamento imediato do projeto. Segundo informações, algumas divisões da empresa não sabiam da existência do fã game, e não concordaram com a empreitada, impedindo que o mesmo continuasse.

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