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Você lembra? vilões clássicos dos desenhos animados – Parte 1

by on março 27, 2015
 

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Os heróis ficam com a mocinha e salvam o dia, mas muitas das vezes são os vilões que roubam a cena, sendo lembrados como mais bacanas e memoráveis aos olhos dos fãs. Assim como a maioria dos personagens de desenhos animados, os vilões tinham origens simples, com pouco ou nenhum background. Outro ponto a ser considerado é que pela simplicidade de trama, era interessante manter um status quo, sem evoluir nem criar grandes diferenças ao longo dos capítulos. O que os definia mais eram suas personalidades e modo de agir, e mesmo sendo figuras caricatas, conseguiam ser marcantes.

Um outro fato interessante é que vários desses vilões tinham construções totalmente diferentes, dependendo da mídia na qual apareciam. Essa disparidade criava universos distintos, ou seja, um vilão nas HQs poderia ser de um jeito enquanto no desenho era de outro completamente diferente. Ao longo dos anos várias dessas franquias também foram ganhando novas versões, com releituras desses vilões. Assim tomarei como base as versões mais conhecidas dos desenhos e um pouco das HQs.

Na verdade, a maioria dos desenhos animados faziam parte de uma estratégia de venda usada por grandes empresas de brinquedos. Elas estabeleciam parcerias com estúdios de animação para criarem desenhos com aqueles personagens, que serviam como comerciais de 20 minutos dos personagens, veículos e todo tipo de produto que pudessem vender associado com a marca.

Comandante Cobra

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O Comandante Cobra em pessoa recebendo a chave da cidade de Springfield – sim, isso foi sério.

No início do desenho G.I. Joe, muito pouco se sabia sobre a misteriosa figura líder do exército Cobra. O Comandante Cobra seguia o papel de vilão clássico, sedento pelo poder e controle, tendo como objetivo a dominação mundial. Para tal ele demonstrava uma crueldade, obsessão, arrogância e principalmente ódio desmedido, verbalizados de uma fora dramática (para não dizer histérica) peculiar. Sempre estava diretamente envolvido nos planos dos Cobras e liderava seu exército, apesar que era o primeiro a se retirar quando tudo dava errado. Ele agregava seguidores através da promessa de poder, dinheiro e a vingança por aqueles que já fizeram algum mal a eles. Em retorno ele só pedia total lealdade à sua causa. No desenho, diversos cenários já serviram como a base Cobra, sendo que o mais conhecido era um templo secreto, localizado dentro de uma montanha.

Depois de falhar por diversas vezes em derrotar os G.I. Joes, a organização Cobra decidiu criar um novo líder, Serpertor, através da combinação de DNA de vários déspotas do passado. Com a bem-sucedida realização desse plano, o Comandante Cobra é rebaixado a incômoda vice-liderança. Nos anos 1980, todo desenho animado de sucesso ganhava um filme de longa duração, exibido nos cinemas, e em G.I. Joe – O Filme,  finalmente explica mais sobre o passado do vilão, inclusive sua verdadeira face, que era sempre escondida pela sua máscara ou capacete. O Comandante Cobra era um ser de uma antiga civilização chamada Cobra-La, com um tom de pele azulado e com pele semelhante a de uma serpente. Durante um experimento, ao estudar uma estranha planta, ele sofre uma mutação que termina lhe dando um olho extra em sua testa. No decorrer do filme, ele é novamente exposto a planta, o que dessa vez acaba desencadeando um processo de mutação que o transforma gradativamente, até que finalmente ele se torna uma cobra, símbolo da organização terrorista que criou. Só posteriormente, em outra fase do desenho animado, ele consegue regressar a uma forma mais humanóide.

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O visual do Comandante Cobra revelado no filme e seu processo de transformação em serpente.

Nas HQs o vilão tem uma origem e comportamento completamente diferente. Antes de se tornar o Comandante Cobra ele era um cidadão comum, que trabalhava como vendedor de carros usados. Quando seu irmão morreu em um acidente automobilístico, isso o deixou inteiramente abalado. O personagem se tornou paranoico, e começou a culpar “o sistema” por seus problemas, dando início a sua empreitada contra grandes organizações e o governo. Se valendo de um fraudulento esquema de pirâmide, ele angariou dinheiro e se mudou para a cidade de Springfield, onde encontrou o apoio da população local, que passava por graves problemas econômicos e estava desiludida com a ação política na cidade. Assim, se aproveitando dessas fraquezas, ele usou sua influência e dominou a cidade, criando assim a organização Cobra. Diferente do era visto no desenho, a trama nas HQs seguia uma continuidade mais elaborada, assim como o Comandante Cobra tinha uma personalidade diferente, sendo uma pessoa calma que tinha como objetivo uma vitória que ainda estaria por vir, que a guerra continuava, e uma derrota era apenas um mero contratempo.

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Alguns dos visuais que o vilão teve ao longo dos anos e sua origem nas Hqs.

Megatron

Fundador e líder da facção Decepticon, Megatron é um temido e imponente guerreiro, nascido para guerrear e conquistar. Em sua concepção os Transformers devem expandir seus domínios para todo o universo, sobrepujando quem se opor ao seu poder. Para atingir seus objetivos, Megatron faz o que for necessário e raramente utiliza de métodos sutis para isso, inclusive partiu dele a ideia de usar a habilidade de transformação como vantagem estratégica. A arrogância e a honra também são uma característica marcante, por várias vezes não aceita a derrota e se recusa em recuar.

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O visual do boneco clássico do Megatron (ele tinha um gatilho no saco!). E Megatron da série Beast Wars.

 Megatron foi o responsável por reiniciar a guerra civil entre Autobots e Decepticons, após anos de paz. Durante esse período o vilão feriu mortalmente o robô Orion Pax, que posteriormente foi reconstruído e se tornou seu nêmesis, Optimus Prime.  O conflito entre as duas fações perdurou tanto tempo que acabou esgotando as fontes de energia de Cybertron, o que determinava o inevitável fim do planeta. Os Autobots, procurando uma solução para esse problema, se lançaram ao espaço, mas Megatron os seguiu e entrou em conflito com eles, e todos acabaram presos na Terra. Observando a vasta oferta de energia do planeta, o líder dos Decepticons decidiu saquear a Terra e escravizar sua população antes de retornar a Cybertron e retomar o plano de conquista do universo. É nesse panorama que acontecem as tramas do desenho clássico, conhecido como geração 1 (G1).

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O fato de se tornar uma arma e precisar de alguém para dispará-lo é uma grande desvantagem, mas Megatron sempre pode contar com a lealdade de seu braço direito, Soundwave (e vez ou outra, até do Starscream). Galvatron e também a surra que o líder dos Decepticons levou de Shockwave.

No filme animado dos Transformers, de 1986, acontece a derradeira batalhas entre os líderes. Graças a “ingênua” ação de Rod Hot, Megatron mata Optimus (veja o combate na matéria melhores lutas dos desenhos animados), porém também sofre grandes ferimentos e é deixado para morrer à deriva no espaço por Starscream (que sempre contrariou as ordens de seu até então líder, o qual sempre desejou usurpar o lugar). Flutuando à beira da morte pelo espaço, junto a outros Decepticons muito feridos, Megatron tem um encontro com o planeta vivo Unicron, que o recria como Galvatron. Após os acontecimentos do filme, a série animada ganha novos personagens e rumos.

Nas primeiras HQs, lançadas pela Marvel, as histórias seguem uma linha semelhante a apresentada nos desenhos, somente acrescentando alguns detalhes na trama, como, por exemplo, o passado do vilão como um gladiador de Tarn. Nas revistas um momento marcante é quando Megatron enfrenta o poderoso Shockwave, que toma seu lugar como líder e quase o destrói. O vilão ao longo das anos existiram diversas outras interpretações do personagem, uma das mais memoráveis foi na série Beast Wars produzidos pela Mainframe. E sim, irei ignorar o Megatron dos filmes por razões óbvias.

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