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Crítica – Everything Will Be Alright in the End (Weezer, 2014)

by on outubro 8, 2014
 

Pra tu ver, Weezer é uma banda que já existe por mais de duas décadas. 22 anos para ser exato. Ainda ontem eles eram novidade e agora já podem ser considerados old school. O quarteto americano é uma banda de rock alternativo de Los Angeles, Califórnia, formada em 1992. Tu pode classificar os caras como rock alternativo, como já foi dito, mas os sujeitos tem influência de power pop, punk e indie rock. Os Weezer são formados pela união dos poderes de Rivers Cuomo (vocalista e guitarra), Patrick Wilson (bateria, guitarra e voz de apoio), Brian Bell (guitarra, voz de apoio e teclado) e Scott Shriner (baixo, voz de apoio e teclado). A formação da banda se alterou quatro vezes desde a sua criação em 1992.

É engraçado que o novo trabalho da banda começa com uma desculpa por seus últimos discos da década de 2000: “Sorry guys, I didn’t realize I needed you so much / I thought I’d get a new audience / I forgot that disco sucks … Maybe I should play lead guitar and Pat should play the drums.” (Nos perdoem pessoal, eu não percebi que precisava tanto de vocês/Eu pensei que conseguiria um novo público/Eu esqueci que disco é uma merda… Talvez eu devesse tocar a guitarra solo e Pat devesse tocar a bateria.”). Ou seja, Everything Will Be Alright in the End é uma volta às origens, nada do clima meio emo de Hurley, esse novo e nono disco de estúdio dos Weezer é um rock pra cima, sem complicação.

Weezer é uma banda meio injustiçada. As pessoas costumam sempre dizer que o álbum anterior foi melhor. Tipo, Green é bom, mas Pinkerton é que era realmente foda. Maladroit é bacana, Red nem chega aos pés, mas eu gosto é de Green. Assim fica difícil agradar, né? Contudo, Everything Will Be Alright in the End é tão brilhante que até o fã mais chato vai ter que reconhecer o valor desse novo álbum. É o Weezer na sua melhor forma, com o vocal sem jeito, contudo agradável, de Rivers, e guitarras aceleradas e animadas. Ou seja, são músicas novas mas com um quê de familiar, como se fosse um bom e velho amigo que você não vê há algum tempo trazendo boas novas. É um álbum explosivo, barulhento e solto. Puro rock.

Segundo Rivers Cuomo, Everything Will Be Alright in The End é organizado tematicamente em torno de três temas principais – a sua relação com os outros, a sua relação com as mulheres e a sua relação com o seu pai . Além disso, este álbum é a combinação do estilo bem estruturado do Blue Album com o jeito largado de Pinkerton.

“Back to the Schack” é a fodástica afirmação de Rivers Cuomo de regresso às suas raízes. São três minutos de pura alegria dos Weezer. “Go Away” é uma adorável colaboração entre Cuomo e a bela voz de Bethany Cosentino do Best Coast. “Da Vinci” é uma música que mata de vez com o refrão “even Da Vinci couldn’t paint you / and Stephen Hawking can’t explain you”, explicando o inexplicável que são muitas mulheres. “Foolish Father” é uma tocante exploração do relacionamento pai e filho e a estranha “Cleopatra”, com um excelente arranjo e letra brega, é uma ode aos bons tempos que se foram e uma despedida animada de um amor passado (“All the wine we tasted, all the love we made/ All the strumming lyres will decorate your grave/ All the ecstasy is gone gone gone away”). “Futurescope Trilogy” são oito minutos instrumentais bombásticos, um jeito diferente de terminar um álbum pop, mas o que esperar de Weezer, se não algo fora da caixa? As outras cinco músicas do álbum também são boas, mas essas seis citadas aqui são o destaque desse tremendo álbum.

Essa é uma obra sincera, pra chutar a bunda de quem nos últimos anos fez campanha para arrecadar dinheiro pelo fim da banda, já que esses “fãs” diziam que eles não podiam mais fazer nada de bom. No fim das contas acho não há muito o que analisar aqui. Apenas aprecie esse bom trabalho. É divertido, satírico, grudento e melhor do que quase tudo que tem tocado nos rádios hoje em dia. São os Weezer sendo os Weezer, e o que mais podemos pedir?

Nota: 4.5 out of 5 stars (4,5 / 5)

O disco completo, confira se gosta antes do You Tube tirar do ar. Depois colabore com a banda e compre o novo trabalho AQUI.

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