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Crítica – Listen (The Kooks, quarto álbum, 2014)

by on setembro 3, 2014
 

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The Koooks é uma banda de indie rock britânico que surgiu em 2004. Ela é formada por Luke Pritchard (vocal e guitarra), Hugh Harris (guitarra e sintetizador), Alexis Nunez (bateria) e Peter Denton (baixo). Eles se autodenominam como um grupo com pegada mais pop e tem com sua maior influência a “invasão britânica do rock” da década de 60 e o movimento punk moderno do novo milênio. Eles possuem músicas grudentas e gostam de experimentar vários gêneros com o rock, tendo influências de ska, reggae e até mesmo hip hop. Essa é uma das bandas mais energética da “geração Arctic Monkeys” (que inclui bandas como Kaiser Chiefs e Franz Ferdinand).

Listen é o novo álbum da banda e foi lançado depois de uma pausa de três anos da última produção. Ele foi gravado em Los Angeles e Londres e traz influências do rock americano e britânico. É um álbum selvagem, sem ensaio (segundo a própria banda) e com muita liberdade na criação. É o The Kooks em sua forma mais pura.

Depois de três albuns, esse quarto trabalho traz um ar de novidade para a carreira da banda. O último disco de 2011, Junk of the Heart, não agradou muito a crítica e nem vendeu tanto, era muito polido e tentando demais ser pop, o que acabou fazendo a obra soar artificial. Listen, como já dito no paragrafo anterior, é o contrário disso. É mais moderno, mais dançante e cortejando batidas de rap e da geração disco, o álbum tem o melhor do novo e do antigo.

thekooksDa esquerda para a direita: Hugh Harris, Luke Pritchard, Peter Denton e Alexis Nunez. A formação atual dos The Kooks

A música que abre a compilação, “Around Town”, tem um “groove” funk-rock e um coro gospel que te captura logo de cara. No quesito de letra a mais interessante é a “It Was London”. Essa melodia tem muito da influência dos Beatles e dos Rolling Stones. “It Was London” é um comentário perfeito sobre a cobertura da mídia sobre protestos (“Nothing was said about the shooting, just the looting”), pelo visto certos fatos não mudam seja na Inglaterra ou no Brasil. “See Me Now” é uma sensível balada com piano dedicada ao pai de Pritchard, que morreu quando esse ainda era uma criança. É inocente, pessoal e tocante. Na música “Forgive & Forget” temos uma vibe anos 80, com aquele quê de “dancing days”. Já a “Are We Eletric” desenterra os sintetizadores com força e deixa você com aquela sensação de “futuro do passado”. “Down” é um tentativa de ser “funky”, mas não é muito feliz. Ei, não se pode acertar em todas não é mesmo? Felizmente eles deixam o melhor para o final com “Sweet Emotions”, o “funky” desse álbum que deu certo. As músicas têm ritmo e vida, The Kooks se recusa a ficar preso as batidas manjadas de muitas bandas indies e sempre buscam inovação. Como podem ver esse trabalho aborda vários estilos e acerta mais do que erra.

Listen começa forte e quando você se dá conta já tem um música inteira grudada no seu cérebro.As primeiras faixas tem aquela sensação de “feel good” que elevam o dia de qualquer um. O meio do álbum tem uma barriga, mas depois de um ou dois tropeços o disco recupera a boa forma e termina com estilo. Depois de um terceiro álbum não muito bom, The Kooks acertam em cheio com Listen. É um álbum divertido e memorável. Recomendadíssimo.

 

Ordem das faixas (não, eu não comentei todas e nem falei na ordem):

Around Town

Forgive & Forget

Westside

See Me Now

It Was London

Bad Habit

Down

Dreams

Are We Electric

Sunrise

Sweet Emotion

Nota: 4 Stars (4 / 5)

Uma mostra das faixas de Listen

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