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Direto dos EUA: Resenha – Amazing Spider-Man #2 (Dan Slott, 2014)

by on maio 27, 2014
 

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SPOILERS, leia por sua conta e risco.

A nova série da revista Amazing Spider-Man esta sendo muito bem aceita lá fora e agora em sua segunda edição, compartilhando o nome gringo do novo filme do Aranha, Amazing Spider-man #2, obviamente, traz Electro em suas páginas. Mas a revista vai além de uma jogada de marketing e continua a desenvolver as tramas que o autor Dan Slott lançou na primeira edição desse nova encarnação do título Amazing.

A história começa com Slott instingando o leitor com a nova personagem Silk, ou se preferir Seda, em bom e velho português. Sim Seda, a moça que vimos na edição anterior e que aparentemente também foi mordida pela mesma aranha radioativa que Peter. A dona parece estar enclausurada, possui poderes e é obcecada com o Homem-Aranha. Pode apostar que essa novela vai levar meses para ser resolvida. Então vamos prosseguir.

O destaque real dessa edição não é a aparição de Electro como a capa deixa a entender, mas sim a relação de Peter Parker e Anna Maria, a namorada de Otto enquanto esse ocupava o corpo de Parker. Na última edição Anna Maria descobriu que Peter é o Aranha e agora o Cabeça de Teia se encontra numa situação delicada. Contudo a resolução desse dilema é algo bem feito, sem drama, honesta e com diálogos ágeis e maduros. Anna mostra ser uma nova adição muito valorosa na trama, ela aceita o fato de ter perdido “seu Peter” com delicadeza e tristeza. É com certeza o ponto forte da edição. Só espero que ela permaneça na história por um bom tempo, mesmo com a saída do Otto.

Ao contrário de Superior Spider-Man, que era mais focado na ação, Amazing conta dramas bem construídos com personagens extremamente bem trabalhados e desenvolvidos. Sem contar que tem uma boa dose de humor mais direto e menos sarcástico, esse último ainda existe, mas na fase de Otto era praticamente a única forma de humor existente na HQ. Vemos nessa revista como Peter vai lidar com sua nova vida e suas novas responsabilidades.

Electro esta super poderoso por conta dos experimentos de Octavius e essa é a desculpa para ele parecer com sua versão cinematográfica em certos momentos. Depois de uma tragédia com uma companheira das antigas, Max “Electro” Dillon sai enfurecido pelas ruas e cabe ao teiudo salvar o dia. O combate é divertido, contudo tem um final abrupto, graças a Gata “agora eu odeio o Aranha” Negra. Fica para as próximas edições o fim desse embate, ainda mais que Eletro tem motivos de sobra para odiar o Aranha. Já que sua nova condição é fruto dos experimentos de quando Otto era Peter Parker. Pois é, dramas que você só vê em quadrinhos.

Os Vingadores, finalmente, estão desconfiados e apreensivos em relação ao Peter. A sessão de exames no Aranha é hilária, apesar de que o grupo de maiores heróis da Terra aceitam bem rápido a explicação de “não era eu, mas sim o Oquinho!”, essa é uma boa passagem. Ainda mais porque o Homem-Aranha fica puto com o Capitão América ter escondido que o Flash era o Venom atual, mas os dois, depois de uma desavença, ficam de boa e a aliança entre o Aranha e os Vingadores é mantida.

A conversa entre Peter Parker e Johnny Storm, o Tocha Humana, só aumenta minha vontade de que existisse uma publicação da dupla. O dialogo dos dois sobre “voltar dos mortos” é uma boa tirada do autor, pois brinca com a metalinguagem e mostra a quantidade absurda de “retornos” que a Marvel já teve. Não que a DC fica atrás nesse critério. Espero que a amizade entre esses dois seja mais trabalhada daqui pra frente.

Para finalizar a edição, Peter apresenta para seus funcionários, sim, ele tem uma empresa, seu plano de “xênio” para lidar com Electro e consertar os erros que Octavius cometeu enquanto era o Homem Aranha. Criar uma nova prisão de super vilões e assim tratar essas pessoas para deixa-las normais. Sabe de nada inocente! Eu já falei que vai dar merda capitão… Ok parei com os memes.

A história aqui é boa, com algumas novidades e os clichés existentes não incomodam. Apesar de não curtir o traço de Humberto Ramos, tenho que admitir que seu desenho mega estilizado até que combina com essa fase do Aranha. A segunda edição de Amazing Spider-Man mais acerta do que erra e justifica a espera de um mês entre as edições. Para quem quer um quadrinho leve e descompromissado para acompanhar, esse aqui é uma ótima pedida.

Nota: 4 Stars (4 / 5)

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