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Crítica – As Tartarugas Ninja (Jonathan Liebesman, 2014)

by on agosto 4, 2014
 

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Estreia no Brasil no dia 14 de agosto

Dos anos 80 para cá, quem não conhece as Tartarugas Ninja? Conhecidas lá fora como Teenage Mutant Ninja Turtles (abreviado muitas vezes como TMNT), essas tartarugas adolescentes mutantes e ninjas são quatro tartarugas antropomórficas que foram treinadas na arte do ninjustu, protegem a cidade de Nova York contra o crime e são obcecadas com pizza. Vivendo sob a tutelagem do rato mutante Mestre Splinter, os quatro heróis foram batizados em homenagem a artistas renascentistas: Leonardo, o líder e o mais sério, Donatello, o cientista e o mais tímido, Raphael, o mais nervoso e valente, e Michelangelo, o mais sem noção e festeiro. Morando no esgoto de Nova York, não importa qual seja a versão, elas sempre irão enfrentar seu grande inimigo Destruidor e sempre irão proteger sua aliada April O´Neil. Seja ela uma cientista, uma repórter ou uma adolescente. As Tartarugas Ninja surgiram nos quadrinhos da Mirage Comics em 1984, mas alcançaram sucesso com o desenho animado de 1987 e nos jogos da Konami da década de 90. E, desde então, é um sucesso atrás do outro. E esse novo filme de Jonathan Liebesman com a produção de Michael Bay, é bom? Vamos conferir ao longo do texto.

A versão 2014 cinematográfica de “As Tartarugas Ninja” (Teenage Mutant Ninja Turtles, no original) é boba até dizer chega. Tem um clima parecido com o primeiro Transformers, o melhor daquela franquia, não que isso signifique muito, entretanto, tem uma direção melhor do que aquele “filme” dos robôs. “As Tartarugas Ninja” não irá desafiar ninguém a pensar profundamente e nem pretende fingir fazer isso. Bem ou mal diverte, mesmo apelando para um cliché atrás do outro. Mas ei, as crianças com certeza irão adorar e esse sempre foi e sempre será o público alvo dessa franquia. Se você é um adulto chateado com as alterações que esse filme faz com a mitologia desses mutantes, talvez deva parar um segundo e refletir. Será que vale a pena ficar puto com mudanças em uma história para crianças que já teve mil versões diferentes antes dessa? Nostalgia é um fator importantíssimo para a produção desse filme, mas Tartarugas Ninja sempre teve o foco nos jovens.  Para completar, você quer sempre estar vendo a mesma história várias vezes? Mas, só pra constar, os fãs “hardcore” das antigas vão ficar nervosos pois a origem dos mutantes mudou bastante. Splinter nem foi quem deu o nome para os ninjas e a April tem uma importância gigantesca, mais do que ela jamais teve, na vida dos cágados.

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A boba, mas divertida, cena do elevador. 

Como um filme, “As Tartarugas Ninja” é previsível pra chuchu. Tudo tem relação, tudo está conectado. Não há coincidências, tudo tem um motivo para acontecer. O que deixa o mundo dessa obra bem pequeno. Nessa produção, April O´Neil (Megan Fox) está tentando de tudo para se tornar uma repórter que cobre crimes, apesar de que sua função atual é fazer coberturas de matérias fúteis sobre estilos de vida para o Canal 6. A única pessoa que acredita no potencial da repórter é seu câmera Vernon Fenwick (Will Arnett), um cara que não entende muita coisa sobre a juventude. Quando O´Neil começa a ir atrás de um furo de reportagem perigoso, que é descobrir os podres do Clã do Pé, Vernon também entra nessa. Em seus esforços para cobrir essa história, a bela repórter acaba entrando em contato com as Tartarugas Ninja. Assim que os mutantes surgem, somos introduzidos à dinâmica familiar desse grupo e Splinter. Há piadas, discussões, Raphael fica de saco cheio de geral e no meio disso tem um Destruidor versão “Transformers Bay”. O vilão está escondido na fuça de todo mundo e todos os segredos são revelados na hora conveniente. Tudo sem muito esforço e de maneira simples.

A melhor coisa que essa obra traz é a sensação de que as Tartarugas realmente estão ali. Elas são uma ameaça real para seus adversários e seus golpes tem impacto. As cenas de ação são excelentes e tem uma em particular que é bem criativa. Tecnicamente o filme é muito bem feito. O novo visual das Tartarugas não é meu favorito, mas é extremamente bem realizado. As crianças na platéia adoraram cada um dos quatro heróis, então parabéns para os realizadores dessa nova aparência. O CG do filme é realmente de impressionar. A edição é complicada, com cortes rápidos demais, nunca ficando tempo suficiente em um plano e assim fica difícil saber o que acontece em alguns momentos. E para os pais fica um aviso, tem algumas piadas mais “adultas”, entretanto não é nada demais e os mais jovens não irão entender.

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As crianças continuam a adorar o Michelangelo, apesar de que nessa versão achei ele insuportável. Raphael continua sendo a Tartaruga mais legal e infelizmente Mestre Splinter é bem genérico e passa batido nesse filme

Esse é um filme que quer divertir e não tem pretensão de ser nada além disso. Contudo, poderia ter uma história mais redonda e com menos coincidências, como visto em “Guardiões da Galáxia”. Tirando Raphael, nenhuma Tartaruga tem sua personalidade muito aprofundada. Por que Leonardo é o líder? Por que Donatello é um gênio? Por que Michelangelo é um tarado que fala igual um maconheiro? E, sim, ele é mega pervertido nessa versão. Só a raiva de Raphael é explorada. É uma pena que os outros ficaram caracterizados apenas como estereótipos. Não quero algo complexo em um filme de tartarugas na puberdade enfrentando o crime, mas um pouquinho de personalidade e mais cenas fora do padrão não fazem mal. Resumindo, um filme pode ser divertido, mas ter algum conteúdo é obrigatório para ele ser realmente bom. Contudo, se você tem filhos quase na adolescência ou já na fase “aborrecente” esse filme é uma boa pedida. Para os mais velhos, apesar dos pesares, não é um completo desastre, já que temos um bocado de “porradaria sincera” para quem curte ação.

Nota:  3 Stars (3 / 5)

Confira nossas outras críticas: LucyGuardiões da GaláxiaOs Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do SantuárioPlaneta dos Macacos: O ConfrontoComo Treinar o Seu Dragão 2 outro filmes.

Trailer de “As Tartarugas Ninja” 2014

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