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Crítica – Sin City: A Dama Fatal (Robert Rodriguez, Frank Miller, 2014)

by on agosto 26, 2014
 

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Esse filme é uma disputa de quem tem a voz mais desgastada pela nicotina. Nove anos depois do sensacional Sin City original, Robert Rodriguez retorna a esse mundo de sexo, manipulação, violência, algumas falas canastronas e poder. Rodriguez dirige Sin City: A Dama Fatal (Sin City: A Dame to Kill) acompanhado do criador da obra nos quadrinhos. Quem seria esse? Aquele que já fora genial e hoje em dia é louco, Frank Miller. Lembrando que Miller antes de co-dirigir A Dama Fatal foi o responsável pela direção da bomba The Spirit: O Filme em 2008. Será que essa continuação retém o charme da primeira produção? Vamos conferir.

Assim como o primeiro filme, esse longa é montado de três histórias fechadas e levemente interligadas. A principal ligação é obviamente a cidade que dá título à obra. A segunda é o extremamente degenerado senador Roark (Powers Boothe). O primeiro filme foi pioneiro na arte de filmar tudo em fundo verde e depois adicionar digitalmente um cenário, e essa continuação aprimora esse estilo. O filme, assim como seu predecessor, é em preto e branco com aquele climão de filme noir das décadas de 40 e 50. As únicas cores que invadem, raramente, as telonas são o azul, o verde, o amarelo e especialmente o vermelho – mas apenas para acentuar a violência ou dar destaque a certas partes das mulheres da obra.

Duas das três histórias são baseadas em graphic novels de Frank Miller e a terceira é inédita e exclusiva do cinema. A primeira é The Long Bad Night (A Longa Noite Ruim) traz Johnny (Joseph Gordon-Levitt) numa noite que começa com um jogo de pôquer na companhia de um certo senador corrupto e emenda com um espancamento, algo típico de Sin City. Depois passamos para o conto A Dame To Kill For (Dama Fatal no Brasil), onde Dwight McCarthy (Josh Brolin) é seduzido pela mulher de seus sonhos e pesadelos, Ava Lord (Eva Green). Com a ajuda de Marv (Mickey Rourke), Dwight tenta proteger essa pessoa misteriosa e ambígua. Depois voltamos para o conto de Johnny com a segunda parte de The Long Bad Night e para finalizar temos Nancy´s Last Dance (A última dança de Nancy). Onde Nancy (Jessica Alba), atualmente uma alcoólatra amarga e uma stripper, jura vingança em nome daquele que morreu protegendo-a no primeiro filme, John Hartigan (Bruce Willis).

Além do elenco com nomes famosos e participações especiais interessantes, um dos grandes motivos para ver o filme é a luta entre Marv e Manute (Dennis Haysbert), papel que no filme anterior pertencia ao falecido Michael Clarke Duncan. É uma luta com impacto, violenta e titânica. Outro bom motivo para ver esse filme é a belíssima Eva Green, sempre destaque em qualquer produção que participa. Mas aqui, ela como Ava é digna de entrar ao panteão das grandes femme fatales do cinema noir. Ela exala sensualidade e quase salva toda a produção. Quase. Pois a maioria das cenas não tem peso e nem dramaticidade. Grande parte do filme parece ter sido feito na correria. E mais uma implicância, acho que o Marv, apesar de ser um cara fodão, poderia aparecer menos. Todo mundo procura o sujeito no fim das contas, interligando os segmentos mais que o necessário.

A história que tem uma narrativa mais coesa e com protagonista que gera alguma empatia é a última, a Nancy´s Last Dance. As outras valem mais pela ação. Os diálogos nessa produção não estão tão afiados como no primeiro longa, infelizmente. O filme ainda é um show de estética, mas fora isso não tem tanto a oferecer.

Talvez se focasse em apenas duas histórias e investido mais nos personagens, essa obra fosse melhor. Mas não é um filme ruim. Esse neo-noir tem seu charme, vai agradar quem gostou do primeiro, apesar do Sin City original ser de longe a melhor produção entre as duas. E quem não curtiu o original, melhor ficar bem longe desse. Engraçado que esse filme possui vinte diretores executivos. Ou seja, até que botaram fé nesse thriller policial, mas os diretores erraram a mão já que o longa tá sendo um fracasso nos Estados Unidos. Eu culpo o Frank Miller. Resumindo, diverte um pouco, apesar da censura apenas para adultos tem um espírito adolescente, não vale a pena ver nas telonas e é apenas para fãs.

Nota: 2.5 Stars (2.5 / 5)

Confira nossas outras críticas: Chef, LucyGuardiões da GaláxiaOs Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do SantuárioPlaneta dos Macacos: O ConfrontoComo Treinar o Seu Dragão 2 outro filmes.

Trailer de Sin City: A Dama Fatal

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