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Crítica – Os Boxtrolls (2014)

by on setembro 25, 2014
 

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Estreia no Brasil em 2 de outubro.

“Os Boxtrolls” (The Boxtrolls no original) dirigido pela dupla Graham Annable e Anthony Stacchi, é mais uma animação do estúdio Laika, que trouxe para o mundo o maravilhoso filme “Coraline” e o superestimado “ParaNorman”. Esse povo é craque na animação stop motion (técnica de animação quadro a quadro) e dessa vez eles adaptaram o romance “A Gente é Monstro!” (“Here Be Monsters!” no original) de Alan Snow.

Qual é a história dessa animação pra lá de diferente? “Os Boxtrolls” é uma fábula que se desenrola em Pontequeijo, uma elegante cidade vitoriana obcecada por riqueza, classe e os mais fedidos queijos finos. Por que haveria de ser diferente? Abaixo das charmosas ruas de paralelepípedo vivem os Boxtrolls, terríveis monstros que saem dos esgotos à noite e roubam o que a cidade tem de mais precioso: suas crianças e seus queijos. Bem, pelo menos é isso que o povo da superfície acredita. Na verdade, os Boxtrolls são uma comunidade subterrânea de adoráveis criaturas que vestem caixas de papelão recicladas do mesmo jeito que tartarugas usam seus cascos. E esses seres ainda desenvolveram uma impressionante sociedade subterrânea utilizando aquilo que o povo lá de cima considera lixo. Essas estranhas criaturas criaram um garotinho órfão, o protagonista Ovo, desde sua infância como um dos seus próprios catadores de lixo e mergulhadores de entulho. Quando os Boxtrolls se tornam alvo do terrível exterminador de pestes, o perverso Arquibaldo Surrupião. Surrupião deseja elimina-los para entrar na alta sociedade de Pontequeijo. O bondoso grupo de latoeiros precisa da ajuda do seu filho adotivo e da aventureira menina rica Winnie para acabarem de vez com o preconceito entre os dois mundos. E nessa jornada Ovo vai descobrir sobre seu passado, sua própria humanidade, quem é sua família e quem ele é de verdade. Tudo isso com muito humor, desentendimentos, ação e queijo, muito queijo.

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O artista de animação Michael Hollenbeck  preparando uma cena de Os Boxtrolls

Esse é um filme para crianças que não tem medo de mostrar um lado mais ameaçador em sua narrativa. Nem tudo nessa animação é mastigado ou belo, desafiando os pequenos a pensarem além do que é esperado e não se limitar em preconceitos. Crianças muitos sensíveis talvez fiquem um pouco assustadas com o lado mais sombrio desse longa, então fica o aviso para não levar seu jovem ao cinema se ele for muito impressionável. Apesar de que em algum momento da vida das crianças acho que fazer vê-los um filme desse tipo irá ajudar no desenvolvimento da criançada. Por não tratar os pirralhos como seres babões, essa obra também é uma boa pedida para os adultos. Assim como “Coraline”, alguns pais vão ficar preocupados com a mensagem desse filme. Entretanto, se você for esperto vai querer desafiar a visão de mundo dos pimpolhos com obras como essa, que misturam comédia com pequenos, e bota pequenos, elementos de terror.

Os personagens dessa película são charmosos e bem desenvolvidos, após pouco tempo de tela você já sentirá que os conhece faz tempo. Aliás, só pelo estilo de animação e visual amalucado muitos dos personagens já passam um bocado de personalidade. Os humanos são interessantes, mas quem, como era de se esperar, rouba o show são os Boxtrolls. Eles lembram vagamente os Minions de “Meu Malvado Favorito” devido a seu linguajar estranho e o humor pastelão, contudo cada boxtroll tem um design e personalidade próprios, com destaque para Peixe, o pai adotivo de Ovo, e o atrapalhado Sapato. E por que nomes tão estranhos? Cada boxtroll teve sua alcunha tirada das caixas que eles usam, ora bolas. Simples e prático, não?

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A arte de stop motion não é muito usada hoje em dia. Mas é algo que transmite uma sensação única quando em movimento.

A animação é um primor, com aquele ar de Inglaterra vitoriana; esse filme leva a técnica de stop motion aos limites. As expressões nos rostos, os cenários gigantescos e a quantidade absurda de bonecos em cena é algo de se impressionar, ainda mais se você parar para pensar que isso foi feito de fotograma a fotograma. Loucura total e um deleite para os fãs de animação.

Um filme diferente, que desafia as crianças, com algumas piadas adultas e uma história que te faz rir, se apavorar e pensar. Lógica adulta nessa obra não é muito importante (o que esperar de um mundo onde a moeda é queijo?) . Contudo, os sentimentos e as emoções são explorados perfeitamente e valem para todas as idades. Com bonecos feitos em impressora 3D, essa é uma obra a frente das outras de seu meio, em todas as áreas. Não é para todo mundo, mas quem gosta de pensar fora da caixa, vai estar em casa com “Os Boxtrolls”.

Nota: 4 Stars (4 / 5)

Compre o livro que deu origem ao filme AQUI.

Confira nossas outras críticas: Sin City: A Dama Fatal, Chef, LucyGuardiões da GaláxiaOs Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do SantuárioPlaneta dos Macacos: O ConfrontoComo Treinar o Seu Dragão 2 outros filmes.

Trailer de Os Boxtrolls

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